
Coração de dragão
- 👁 79
- ⭐ 7.5
- 💬 14
Annotation
Na Europa medieval, uma era governada por dragões, monstros e magia maléfica, as florestas exuberantes ecoavam com gemidos e gritos horripilantes de inocentes. As pessoas foram perdendo a fé em Deus e começaram a venerar Nyrralith, o rei dragão, como protetor, implorando por abrigo em troca de sacrifícios. Mas um grupo ergueu-se contra a escuridão crescente: os Caçadores de Monstros. Os lutadores de elite eram treinados para enfrentar monstros, demónios e tudo o que havia entre eles. Maxilin, nascido numa lendária família de caçadores, possuía um dom raro e poderoso. Mas esse poder transformou-se numa maldição. A sua amada, Evelyn, foi raptada pelo rei dragão, Nyrralith. Para salvar a sua amada e descobrir a origem da sua maldição, inicia uma viagem. Será que conseguirá salvar Evelyn facilmente? Ou obedecerá ao dragão e servirá o mal para a salvar?
Chapter 1: O monstro
"Corte um pedaço!"
A besta monstruosa diante de Maxilin grunhiu de dor.
"Nós governaremos este mundo, seu humano fraco", murmurou, a sua angústia quase inaudível. Uma mão decepada caiu no chão, apontando para o ataque implacável de Maxilin.
"Ah", gritou a besta.
Resmungou ressentida enquanto arranhava o chão.
"És um pedaço de lixo fraco e ganancioso. Seremos demasiado fortes para que possas derrotar."
"Mesmo? Então vamos ver quem ganha desta vez", retorquiu Maxilin, com os olhos a brilhar ferozmente. Cortou o rosto da criatura com um único golpe forte, deixando-o em pedaços horrendos.
Maxilin ouviu o seu nome a ser chamado. Quando se virou, Evan corria na sua direção.
"Maxilin!", gritou Evan enquanto diminuía a distância.
"Maxilin!" Maxilin, um lutador de 23 anos com uma presença imponente, media 1,88 metros. Os seus olhos eram de um azul profundo como o mar, refletindo o brilho intenso da batalha. O seu nariz e lábios finos, juntamente com o cabelo liso e penteado para trás, conferiam-lhe uma aparência imponente, mas refinada. Quando Evan se aproximou, Maxilin embainhou a espada e limpou o sangue do monstro das mãos.
"Estou bem", respondeu Maxilin abruptamente, embora fosse evidente a sua frustração.
"Mas este idiota fez-me perder tempo."
A preocupação de Evan era evidente enquanto o seu olhar se dirigia para os restantes fragmentos do monstro.
"Eu consigo ver. Mas tenha cuidado — isto é *p*n*s o início. Se ele tiver um parceiro, a fêmea não será tão indulgente. É um híbrido de dragão; o macho não é particularmente forte, mas a fêmea é incrivelmente agressiva e mortal."
A mandíbula de Maxilin contraiu-se. Tinha consciência da gravidade da situação. O aviso de Evan era óbvio, e a sensação de perigo na sua voz não deixava margem para dúvidas. Apesar da sua natureza agressiva, Maxilin compreendia a necessidade de autocontrolo.
Evan soltou o ar profundamente enquanto enfiava a mão no peito do monstro para extrair uma jóia brilhante do seu coração.
"Não os mates ao acaso, Maxilin. Alguns precisam de ser enjaulados, em vez de simplesmente erradicados."
"Não me importo com as regras dele", murmurou Maxilin com ferocidade, enquanto fazia movimentos deliberados para limpar o sangue das mãos. Falou num tom desdenhoso e gélido.
O rosto de Evan ficou sério.
"Lembra-te da tua maldição, Maxilin", advertiu. As palavras atingiram-no como um martelo. Maxilin gelou a meio da lavagem, como se o sangue se tivesse transformado em gelo.
"Maxilin", continuou Evan, com a voz mais suave, "precisamos de encontrar uma forma de quebrar a maldição."
"Maxilin", continuou Evan, com a voz mais suave, "precisamos de encontrar uma forma de quebrar a maldição." Contudo, Maxilin não disse nada, o seu olhar ainda fixo no chão. Parecia que uma sombra se movia sobre ele, substituindo a sua habitual postura desafiadora por algo mais sinistro.
"Maxilin, eu estou—" Evan abriu os lábios para repetir.
"Shhh", disse Maxilin, colocando um dedo nos lábios de Evan para lhe sinalizar que permanecesse em silêncio. Os seus olhos tornaram-se penetrantes, observando o ambiente com uma perceção aguçada.
Evan captou o sinal e apertou a lâmina com mais força, com os sentidos apurados. Um ligeiro zumbido, uma brisa peculiar a sussurrar entre as árvores e a rodopiar à sua volta, era audível para ambos. O som estranho foi ficando cada vez mais alto até que, de repente, parou, como se a floresta estivesse a suster a respiração.
Maxilin correu para a mata sem dizer nada, com Evan logo atrás. O medo do desconhecido impulsionou-os para dentro da floresta enquanto corriam em silêncio. Pararam passado um bocado, atentos a qualquer ruído. Mas havia um silêncio sinistro na floresta.
Maxilin desabou subitamente, levando o braço esquerdo ao peito.
"Ah!" disse ele com voz dorida.
"Maxilin!" gritou Evan, correndo para o seu lado.
"Caramba! Esta dor! Porquê?" Porque é que isto acontece sempre quando sinto um espírito maligno ou demónio por perto?
Maxilin ajoelhou-se na lama, agarrando o peito, com a mente a mil. Era uma agonia excruciante que o consumia.
"Simplesmente não consigo descobrir como sair desta situação horrível."
"Está a piorar de dia para dia. Parece que o meu coração vai explodir a qualquer segundo. Se esta criatura nos atacar, o que fará o Evan? Nem sequer me consigo manter de pé."
"Maxilin", a voz de Evan rompeu a névoa da dor, firme, mas carregada de preocupação. Segurando o braço de Maxilin, ajoelhou-se ao seu lado.
"Está bem?"
A respiração de Maxilin era irregular. Ele assentiu com a cabeça, tentando levantar-se, mas as pernas vacilaram. A angústia era implacável, puxando-o para baixo.
Assim que começou a orientar-se, uma gargalhada estridente e sinistra ecoou entre as árvores, gelando-lhe o sangue das veias. O olhar de Maxilin estreitou-se enquanto os seus pensamentos voltavam a concentrar-se.
"Eu sabia disso. É um demónio."
"Evan, vai-te embora", disse Maxilin com voz tensa, mas determinada.
"Maxilin, o que estás a dizer? Não te posso deixar sozinho aqui", respondeu Evan, apertando Maxilin com mais força.
"Ahh", gemeu Maxilin, sentindo o peito doer cada vez mais. Obrigou-se a permanecer alerta, mesmo com a visão turva.
"Maxilin!" A voz de Evan soava desesperada.
Maxilin estendeu a mão, agarrou a gola da camisola de Evan e puxou-o para si.
"Ei, tenta compreender, está bem?", insistiu, com a voz num sussurro tenso.
"Este demónio é demasiado forte para o enfrentares. Consigo sentir o poder dela. Precisas de ir agora."
"Maxilin, não te vou deixar aqui sozinho!" gritou Evan, com voz resoluta.
"Por favor, pegue na minha mão. Vou criar uma barreira mágica à nossa volta. Este demónio não nos fará mal", afirmou, com firmeza.
Mas, de repente, a tensão foi quebrada por uma voz fria e trocista.
"Ah, é?" troçou a voz, e depois ouviu-se uma gargalhada sinistra que ecoou pela floresta.
O rosto de Maxilin ficou sério. "Lembra-te que sou eu quem manda aqui, Evan. Se tentares ignorar as minhas ordens, não te aceitarei no meu esquadrão", disse, com a voz rouca, mas desesperada. Os olhos de Evan suavizaram-se, cheios de preocupação e irritação.
"Maxilin, és meu amigo. Agora pára de me afastar", disse, relutante em desistir.
Maxilin soltou um suspiro profundo, sentindo a pressão da situação oprimi-lo.
"Ouve-me, Evan. Por favor... vai-te embora!" gritou ele. Evan permaneceu em silêncio enquanto o grito angustiado de Maxilin ecoava à sua volta. Um longo minuto depois, Evan ajoelhou-se e começou a criar a barreira mágica, com as mãos a brilhar com força.
"Evan, pára com isso!" A voz de Maxilin falhou e a sua visão ficou turva. Estava a perder as forças rapidamente e a agonia era insuportável.
"Evan", disse, lutando para manter os olhos abertos. Antes que Evan pudesse reagir, uma força violenta embateu contra a barreira. Ambos foram desequilibrados pelo impacto e o vento uivou à sua volta.
"Cof, cof."
"Eu avisei-te, Evan", disse Maxilin, ofegante enquanto lutava para se manter de pé. A luta para se manter consciente fez com que o seu corpo tremesse e a sua respiração se tornasse irregular.
A gargalhada sinistra do demónio ecoou pelo ar enquanto falava, ficando cada vez mais alta e ameaçadora.
"Hahaha..."
"Brincar com rapazes é muito divertido", a voz ecoou na escuridão, trocista. Ela flutuou à volta deles e penetrou nos seus ossos.
"Também consigo sentir o aroma de um coração novo e delicioso. Só quero um bocadinho dele."
O maxilar de Evan contraiu-se enquanto começava a recitar os feitiços de barreira protetora. A sua voz era firme, mas o seu pulso estava acelerado pelo stress da situação. Sentiu a presença sinistra se aproximando.
"Miúdo, estás a fazer-me perder tempo", flutuou a voz trocista, inesperadamente desprovida de ódio.
"Não gosto muito de ter um visitante indesejado em casa."
Os olhos de Evan brilharam de raiva.
"Quem é este convidado indesejado? Os seus amigos e você!" Ele gritou desafiadoramente.
Com um divertimento arrepiante, a voz flutuou.
"Nós? Estás a falar de nós, rapaz?"
Maxilin cambaleou, lutando contra a dor que o percorria a cada passo. Evan segurou-lhe o braço e amparou-o enquanto ele se equilibrava.
"Maxilin, aguenta-te", implorou Evan desesperadamente, com a atenção dividida entre o amigo e o perigo iminente.
De repente, ouviram passos lentos e firmes ecoar na escuridão. Ambos olharam em frente, os corações afundando ao avistá-la.
Uma mulher alta caminhava na penumbra, os seus longos cabelos negros esvoaçavam pelas costas como um rio escuro.
Ela mal era iluminada pelas estrelas, mas o que podiam ver fazia-as gelar até aos ossos. Um sorriso malicioso brincava-lhe nos lábios enquanto se aproximava da barreira com uma postura sinistra.
"Olá, rapazes", disse ela num tom trocista, os seus olhos vermelhos brilhando com uma necessidade cruel.
À luz da magia de Evan, todo o seu corpo apareceu. Os seus cabelos eram incrivelmente compridos e os seus olhos brilhavam com uma intensidade terrível. As suas unhas afiadas como adagas pareciam prontas a rasgar ossos e tecidos.
Chapter 2: Você é um de nós
"Pontianak", murmurou Evan. A criatura abanou a cabeça lentamente e sorriu, o seu sorriso alargando-se em algo sinistro.
Evan tentou controlar a respiração.
"Estamos em segurança, Maxilin. É *p*n*s uma Pontianak. Ela não conseguirá romper a minha barreira mágica", disse.
Maxilin, ainda a lutar contra a dor que lhe percorria o corpo, voltou o olhar para a Pontianak.
"Não, não estamos a salvo. Ela está rodeada por um demónio muito mais formidável", avisou.
Como se fosse um sinal, a Pontianak bateu com a cabeça contra a barreira com uma força que fez estremecer o ar. A barreira ondulou com o impacto, formando-se fissuras na sua superfície.
"Caramba!" Maxilin praguejou enquanto ele e Evan davam instintivamente um passo atrás.
"Como é possível?" perguntou o Evan.
"Eu disse-te para me deixares em paz", atirou Maxilin, com frustração e dor misturadas na voz.
Evan abanou a ca











