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Romanzi rosa

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Aggiornato

O brinquedo favorito dela

  • Genere: Romance
  • Autore: Moonquill
  • Capitoli: 10
  • Stato: In corso
  • Classificazione per età: 18+
  • 👁 3
  • 5.0
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Annotazione

Chloe trabalha como garçonete em um bar badalado e caro apenas para juntar dinheiro suficiente para pagar o tratamento dispendioso do irmão. Certa noite, surge uma convidada de elite: Serena Bale, uma atriz famosa, extremamente rica e poderosa. Mas Chloe a conhece pessoalmente: anos atrás, na faculdade, ela roubou o namorado de Serena, jovem e burra demais para admitir que estava errado. Agora, Serena também a reconheceu. E quer vingança. Então, ela decide que Chloe será sua assistente pessoal — Chloe ganha dinheiro para salvar o irmão, e Serena consegue destruí-la psicologicamente, assim como Chloe fez com ela há tantos anos. Só que, em algum momento, a história deixa de ser sobre o namorado que elas dividiram e passa a ser sobre as duas...

Capítulo 1

“Seu pervertido de merda!”

Minha mão estala na cara dele antes mesmo de eu decidir fazer isso. O som é alto o suficiente para se sobrepor ao baixo que ressoa vindo da pista da boate, logo abaixo do escritório dele.

O Sr. Doyle cambaleia para trás, segurando a bochecha, com a boca aberta como a de um peixe que alguém arrancou da água.

“Carter!”, ele sibila, ajeitando a gravata com as mãos trêmulas. “Você vai se arrepender disso.”

“Já me arrependo de ter entrado aqui”, respondo bruscamente, recuando em direção à porta. “Você me chamou para ‘discutir minha ética profissional’. É uma maneira engraçada de discutir qualquer coisa com a mão na minha bunda.”

“Não foi isso que aconteceu.”

“Foi exatamente isso que aconteceu!” Minha voz falha, e odeio que isso aconteça. Odeio que minhas mãos também estejam tremendo, adrenalina e fúria se misturando até eu não conseguir distinguir uma da outra. “Me demita se quiser. Não me importo mais.”

Não espero pela resposta dele. Saio furiosa, meus tênis batendo contra o chão pegajoso do corredor, meu peito arfando como se eu tivesse corrido uma maratona, em vez de apenas ter dado um tapa em um cretino de cinquenta anos vestindo um terno barato.

Meu celular vibra antes mesmo de eu passar pelo guarda-roupa. É o Caleb.

“O que foi?”, respondo, sem fôlego, pressionando o celular contra o ouvido enquanto me esgueiro por entre um grupo de caras bêbados vestindo camisas havaianas.

“Por que você ainda está no trabalho?”, ele pergunta, e lá está — aquele tom monótono e acusador que ele sempre usa, como se eu tivesse pessoalmente feito algo de errado só por estar fora do nosso apartamento.

“Meu turno ainda não acabou, Caleb.”

“Já são quase dez. Quando você vai voltar pra casa pra preparar o jantar? Estou morrendo de fome.”

“Tenho que terminar meu turno”, digo, fechando os olhos por um segundo, tentando me manter calma.

“Espero que você não esteja lá só para ficar com homens”, ele murmura, e eu quase consigo ver o sorriso sarcástico em seu rosto, o jeito como seu maxilar sempre se contrai quando ele diz algo assim, como se o ciúme fosse um elogio que ele está me dando, em vez de uma coleira.

Não respondo. Aprendi que responder só alimenta isso.

As coisas que a gente faz por amor, né?

“Coma o que eu fiz ontem, por favor”, digo em vez disso. “Ainda tem macarrão na geladeira.”

“Tudo bem”, ele resmunga e desliga sem dizer mais nada.

Enfio o celular de volta no bolso do avental e solto um suspiro longo e lento, tentando sacudir a conversa de mim como se fosse água escorrendo da pele.

Não adianta. Nunca adianta.

De volta ao salão, pego uma bandeja com bebidas e ziguezagueio pela multidão, forçando meu rosto a algo parecido com um sorriso. As luzes piscam em vermelho e azul sobre corpos suados, e a música está tão alta que consigo senti-la nos dentes.

As pessoas, ricas e despreocupadas, nadam nas piscinas e na jacuzzi da nossa boate ao ar livre, dançam pelo local, bebem e aproveitam a vida sem precisar se preocupar com contas, com um namorado emocionalmente distante ou se têm dinheiro suficiente para sobreviver até o fim da semana.

Eu não compartilho desse luxo.

Meu celular vibra de novo no bolso, mas dessa vez não é o Caleb. É uma notificação de e-mail, a pequena prévia piscando na minha tela de bloqueio antes que eu consiga pará-la.

Faturamento do hospital — Pagamento em atraso: Ethan Carter.

Meu estômago desce direto para o chão.

Eu sei o valor antes mesmo de abrir a mensagem. Eu o memorizei, da mesma forma que se memoriza uma cicatriz.

Doze mil dólares.

A vencer este mês.

Além dos oito que já devo do mês passado, que somam aos seis do mês anterior.

“Ei, você tá bem?”

Mia, uma das outras garçonetes, vem ao meu lado, com a bandeja equilibrada em uma mão e as sobrancelhas franzidas em verdadeira preocupação.

“Na verdade, não”, admito, porque estou cansada demais para fingir o contrário. “Acabei de dar um tapa no Doyle por ter apalpado minha bunda, então provavelmente serei demitida amanhã. E mesmo que não seja, esse trabalho não dá pra pagar as contas do Ethan. Não dá pra nada disso.”

“Chloe...”

“Estou falando sério, Mia. Estou me afogando.” Minha garganta aperta, e eu pisco com força, recusando-me a chorar no meio de uma boate com estranhos se esfregando a meio metro de mim. “Ele é meu irmão. Se eu não resolver isso, ninguém vai resolver.”

Mia abre a boca para dizer algo, algum tipo de consolo, tenho certeza, quando toda a boate parece inspirar ao mesmo tempo.

A música não para, mas a multidão perto da entrada se abre como o Mar Vermelho, e sussurros se espalham pela sala como uma onda.

“Meu Deus”, Mia sussurra, com a bandeja inclinando-se perigosamente em sua mão. Ela aponta, de olhos arregalados, em direção à porta. “Chloe. Chloe, olha.”

Eu me viro.

Uma mulher está parada na porta como se fosse a dona do prédio, como se fosse a dona de toda a rua lá fora. Alta, escultural, vestida com algo preto e caro que faz com que as roupas de todos os outros pareçam fantasias alugadas. Seu cabelo escuro cai em ondas perfeitas sobre um ombro, e seus olhos percorrem a sala com aquele tipo de tédio que só o verdadeiro poder pode permitir.

As pessoas ficam em silêncio, algumas tiram fotos, outras pedem um autógrafo.

“É ela”, Mia sussurra, apertando meu braço com tanta força que quase dói. “É mesmo ela. Serena Bale. A Serena Bale.”

O nome detona algo no meu peito.

Eu conheço aquele rosto. Conheço-o melhor do que conheço o meu próprio em alguns dias, porque costumava segui-lo com os olhos pelo dormitório, pela mesa do refeitório, por quatro anos de uma amizade que achei que duraria para sempre.

Serena Bale não é apenas uma celebridade para mim.

Ela é a garota que eu traí. A garota de quem roubei o namorado, descaradamente, estupidamente, naquela época em que achava que valia a pena destruir uma amizade por amor.

Capítulo 2

Quatro anos atrás. Faculdade.

O refeitório cheira a café queimado e pizza barata, e eu não trocaria isso por nada no mundo neste momento.

“Tá bom, mas o professor Higgins realmente disse isso”, Serena ri, quase engasgando com o sanduíche, apontando o garfo para mim como se eu fosse a louca. “Ele olhou bem nos meus olhos e disse: ‘uma tese sem estrutura é como uma festa sem anfitrião’. O que isso quer dizer, Chloe?”

“Significa que ele está enlouquecendo”, eu dou uma risadinha, pegando uma batata frita da bandeja dela porque a minha acabou há dez minutos. “Além disso, significa que estamos perdidas para a apresentação de amanhã.”

“Estamos totalmente perdidas.” Ela geme, deixando a cabeça cair sobre a mesa dramaticamente, com o cabelo escuro se espalhando sobre o caderno. “Será que a gente pode simplesmente não ir? Será que podemos fingir nossas próprias mortes?”

“Vou escrever seu discurso fúnebre. Vou até chorar no funeral.”

“Mentirosa. Você ficaria

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