
Tarde demais, Sr. White! Agora sou casada com o seu rival
- Genere: Billionaire/CEO
- Autore: Author Krystal Key
- Capitoli: 100
- Stato: In corso
- Classificazione per età: 18+
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Annotazione
«Doze anos de amor, lealdade e promessas — destruídos num único instante, ao som de um tiro. A Aria pensava que sabia o que significava o amor: sacrifícios, paciência, fé cega no homem a quem chamava de noivo há mais de uma década. Mas no Dia dos Namorados, com uma arma apontada na sua direção, o Liam protegeu instintivamente a sua ex, a Sophia — enquanto a Aria ficou a sangrar e invisível. «“Quase morreste!”» «“E ele nem sequer olhou para mim, Lili. Envolveu-a nos braços como se eu não fosse nada.”» Dividida entre o desgosto e a dignidade, Aria toma uma decisão ousada — casar-se com o rival rico de Liam, Aiden Carter, num ato impulsivo de vingança. Mas Aiden é mais do que um substituto. É poderoso, possessivo e, inesperadamente, protetor — e joga para valer. Agora, presa entre um amor que a desiludiu e um homem que pode exigir mais do que ela está disposta a dar… o coração de Aria enfrenta o momento decisivo. Será que ela vai finalmente tornar-se a primeira escolha de alguém — ou vai perder-se a tentar?»
Capítulo: 1: Capítulo 1 Um Dia dos Namorados Destruído
Ponto de vista de AriaNunca imaginei que o Dia dos Namorados seria o dia em que meu coração se partiria de verdade.Liam tinha reservado uma mesa no La Perle, a joia da coroa da gastronomia de Manhattan — lustres de cristal brilhando acima de nós, o ar vibrando com jazz suave e o perfume de rosas em todas as mesas. Deveria ter sido o encontro perfeito de Dia dos Namorados, daqueles que você conta aos seus filhos um dia.“Você está linda hoje à noite, Aria”, sussurrou Liam, estendendo a mão por cima da mesa para segurar a minha.Sorri, tentando ignorar o quanto ele vinha se mostrando distante ultimamente. Desde que Sophia Clarke voltou para Nova York, há dois meses, meu relacionamento com Liam havia mudado. Mesmo assim, eu me agarrava à esperança. Afinal, iríamos nos casar em apenas cinco dias.“Estou feliz por podermos passar o Dia dos Namorados juntos”, eu disse baixinho.Liam assentiu, mas seus olhos pareciam distraídos. “Claro. Eu não perderia isso por nada.”Apesar das palavras, não pude deixar de lembrar de todos os jantares que ele havia cancelado recentemente. Sempre com a mesma desculpa: “A Sophia precisa de mim.”Assim que nossos aperitivos chegaram, notei que os olhos de Liam se arregalaram. Seguindo o seu olhar, meu coração afundou.Sophia Clarke estava ali, radiante em um vestido branco que se moldava ao seu corpo esguio, com os cabelos loiros caindo em cascata sobre os ombros. Seus olhos — aqueles grandes olhos azuis, aparentemente inocentes — percorreram a sala até pousarem na nossa mesa. Um sorriso lento se espalhou por seu rosto.“Bem, isso não é adorável?”, a voz de Sophia ressoou enquanto ela deslizava em nossa direção, seu vestido de seda branca colado ao corpo como se tivesse sido pintado nela. “Liam, Aria — que coincidência! Manhattan é enorme, mas, de alguma forma, eu sempre acabo esbarrando em vocês dois.” Seu sorriso era doce como açúcar, seus olhos, tudo menos isso.Mordi o interior da bochecha. Essa era a terceira “coincidência” neste mês.Liam se levantou imediatamente. “Sophia, que surpresa.”O calor em sua voz era inconfundível.“Estou só encontrando uns amigos”, disse ela, seus olhos se voltando rapidamente para mim antes de voltarem a se concentrar em Liam. “Mas parece que eles estão se atrasando.”“Por que você não fica conosco enquanto espera?”, disse Liam — rápido demais, ansioso demais.Fiquei momentaneamente atordoada, mas senti como se meu peito tivesse levado uma pancada com um objeto contundente, uma dor surda se espalhando por todo o corpo.Nosso jantar romântico de Dia dos Namorados acabara de se transformar em uma festa para três.À medida que a noite avançava, Sophia dominava a conversa com histórias que pareciam feitas para lembrar Liam do passado que eles compartilhavam. A cada vez, Liam acenava com a cabeça entusiasmado, perdido em lembranças que não me incluíam.Fiquei ali sentada, invisível, observando meu noivo e seu primeiro amor flertando bem na minha frente.— Sophia — eu finalmente disse, com a paciência se esgotando —, é Dia dos Namorados. Liam e eu estávamos tendo um jantar a sós.“Ah, Aria”, a voz de Sophia transbordava falsa simpatia. “Não seja tão possessiva. Liam e eu somos apenas velhos amigos colocando o papo em dia. Não é mesmo, Li?”“Aria”, a voz de Liam soou severa. “Não seja tão sensível. A Sophia só está puxando conversa.”Fiquei olhando para ele, atordoada com a repreensão. Essa noite deveria ser nossa, e mesmo assim ele estava defendendo ela?“É melhor eu ir”, disse baixinho, colocando meu guardanapo sobre a mesa. A dor de sua traição era insuportável.Antes que eu pudesse me levantar, o som de vidro se estilhaçando encheu o restaurante. A voz de um homem, alta e frenética, rompeu a atmosfera elegante.“SOPHIA! ONDE ELA ESTÁ?”Vi um homem desgrenhado, na casa dos trinta, com os olhos desorientados e cambaleando. O que me gelou o sangue não foi a aparência dele, mas a arma que segurava com a mão trêmula.“Ryan”, Sophia ofegou da nossa mesa, com o rosto empalidecendo.“Se eu não posso ter você, ninguém terá!”, gritou Ryan, com a voz embargada pela emoção.Foi então que tudo pareceu acontecer em câmera lenta.O rosto de Ryan se contorceu de raiva. Ele ergueu a arma, mirando diretamente em Sophia.Liam nem sequer olhou para mim. Sua cadeira rangue ao recuar quando ele se lançou em direção a Sophia, envolvendo-a como se ela fosse a coisa mais preciosa do mundo. Seus braços a envolveram com força, sua voz frenética, sussurrando promessas que eu nunca deveria ter ouvido.E eu? Fui empurrada para fora, deixada totalmente exposta ao cano da arma.O tiro foi ensurdecedor.Senti uma dor lancinante no braço enquanto caía no chão. Sangue quente escorria pelo meu vestido, mas tudo em que conseguia me concentrar era a cena diante de mim: Liam, envolvendo Sophia protetoramente, seu corpo cobrindo o dela, seus braços segurando a cabeça dela.Ele nem sequer olhou para mim. Naquele momento, tornei-me invisível para ele. Aos olhos dele, só existia Sophia.“Moça, você está bem?” Um garçom preocupado se ajoelhou ao meu lado, com os olhos arregalados ao ver o sangue na minha manga.Felizmente, escapei com apenas um arranhão. Quando o tiro ecoou, os seguranças derrubaram Ryan, fazendo com que ele errasse o alvo. A bala apenas roçou meu braço, em vez de me atingir diretamente.A dor no meu braço não era nada comparada à agonia no meu coração.Só quando os paramédicos chegaram é que Liam finalmente percebeu minha presença, seus olhos se arregalando ao ver a mancha vermelha se espalhando pela minha manga.“Aria!” Seu rosto empalideceu ao ver o sangue. “Meu Deus, você está ferida?”“Estou bem”, sussurrei, embora nada estivesse bem. Nada jamais voltaria a ficar bem.“Sinto muito”, ele gaguejou, me ajudando a me levantar. “Sophia estava mais perto de mim, eu apenas reagi. Aconteceu tão rápido.”Acenei com a cabeça mecanicamente, aceitando sua explicação porque a alternativa era dolorosa demais para admitir. Mas a verdade martelava na minha cabeça a cada batida do coração — ele não a escolheu porque ela estava mais perto. Ele a escolheu porque ela era mais importante.“Precisamos levar você para um hospital”, ele insistiu, finalmente demonstrando preocupação enquanto examinava meu ferimento.O pronto-socorro estava caótico. Enquanto o médico limpava e suturava meu braço, Liam andava de um lado para o outro, nervoso, na pequena sala de atendimento.“Você me assustou”, disse ele, parando para afastar meu cabelo do rosto. “Quando vi o sangue...”Por um momento, permiti-me acreditar que ele realmente se importava. Que talvez o que tivesse acontecido no restaurante fosse apenas proximidade e instinto, e não uma janela para o seu coração.Então, o celular dele vibrou. Ele deu uma olhada na tela, e a maneira como seu rosto mudou — culpa, urgência, algo que eu nunca tinha visto dirigido a mim — me disse tudo antes mesmo de ele dizer o nome dela.“É a Sophia”, ele murmurou, quase como se pedisse desculpas. Como se eu devesse entender. Como se fosse normal deixar sua noiva sangrando enquanto você corria para a sua ex.“Ela diz que está tendo um ataque de ansiedade... Eu preciso atender.”“Vá em frente”, eu disse, com a voz vazia.“Volto já”, ele prometeu, mas a porta mal havia se fechado atrás dele quando senti as lágrimas que vinha segurando escorrerem pelo meu rosto.Quando o médico terminou de enfaixar meu braço, vinte minutos já haviam se passado. Liam não tinha voltado.“A bala te atingiu bem profundamente”, explicou o médico. “Você teve sorte de não ter atingido nenhum órgão vital. Prescrevi alguns antibióticos e analgésicos. Alguém deveria ficar com você esta noite.”Acenei com a cabeça em silêncio, imaginando quem seria essa pessoa, já que meu noivo estava claramente ocupado em outro lugar.“Aria!”, Lillian irrompeu pela porta da sala de atendimento, com os olhos cheios de preocupação. “Vim assim que recebi sua mensagem. Meu Deus, você está bem?”“Estou bem”, respondi automaticamente, embora a mentira parecesse pesada na minha língua.Lillian olhou ao redor da sala vazia, sua expressão ficando sombria. “Onde está o Liam?”Não consegui encará-la nos olhos. “Ele teve que atender uma ligação.”“Uma ligação? Você levou um tiro e ele está atendendo uma ligação?” A voz dela subia a cada palavra. “Por favor, me diga que não é quem eu estou pensando que seja.”Meu silêncio foi resposta suficiente.“Não. Não vou mais deixar isso passar”, disse ela, cruzando os braços. “Doze anos, Aria. Doze anos você o ama, e é assim que ele te retribui?”“Lili, por favor.” Eu estava exausta demais, magoada demais para ter essa conversa. “Podemos simplesmente ir embora, por favor? Não quero ficar na minha casa hoje à noite. Meu pai ficaria muito preocupado se me visse assim.”Quando chegamos ao apartamento dela, eu mal conseguia me controlar. Assim que me sentei, o nó na garganta não pôde mais ser contido. Lágrimas escorriam, molhando a manga da blusa de Lillian. Lillian sentou-se ao meu lado, segurando com força minha mão que não estava machucada; o calor dela me acalmava.“Você não pode se casar com ele, Aria”, disse ela gentilmente, enxugando uma lágrima da minha bochecha. “Não depois disso.”Abanei a cabeça, tentando respirar em meio aos soluços. “Não posso simplesmente ir embora, Lili… Eu o amo há doze anos.”“Nós nos conhecemos desde crianças, Lili. Ele estava lá quando minha mãe morreu. Ele me abraçou nas piores noites da minha vida. Ele tem sido… tudo. Não posso simplesmente jogar tudo isso fora por causa de um único erro.”“Um erro?”, ela repetiu, franzindo as sobrancelhas. “Aria, um homem sacou uma arma — e Liam correu para proteger Sophia. Não você. Aquilo não foi um deslize, foi instinto. Foi o coração dele reagindo antes que a boca pudesse inventar desculpas.”Fiquei olhando para o piso frio de azulejos do apartamento, com a garganta apertada e o peito doendo. Eu não queria admitir… mas também não podia negar o que vi.“Ele me disse que não foi nada”, sussurrei com a voz rouca. “Que eles são apenas amigos.”Lillian soltou um suspiro trêmulo, depois estendeu a mão e apertou a minha mão que não estava ferida. “Acredito que você o ama. De verdade. Mas o amor nem sempre é suficiente. Especialmente quando é unilateral. E Aria… acho que você é a única que ainda está se agarrando a isso.”Suas palavras eram como facas, cortando profundamente feridas já abertas e sangrando. Senti minha cabeça latejar com uma dor intensa.Eu sabia que Lillian estava certa. Mas como eu poderia desistir agora? Nossas famílias vinham planejando esse casamento há meses. Todos esperavam um final de conto de fadas para nosso romance de doze anos.E, apesar de tudo, uma pequena e tola parte de mim ainda esperava que nossa história pudesse ter um final feliz. Que Liam se lembrasse por que me pediu em casamento, para começar. Que o garoto que um dia prometeu me proteger encontrasse o caminho de volta para mim antes que fosse tarde demais.“Vou dar a ele uma última chance”, sussurrei, enxugando o sal das minhas lágrimas. Minha voz tremia, mas minhas palavras não. “Cinco dias. Se ele não conseguir provar que sou a mulher que ele escolheu, então chega. Chega de desculpas. Chega de implorar por migalhas.”Lillian não discutiu. Ela apenas me puxou para seus braços e me abraçou como já havia feito centenas de vezes antes — quando éramos meninas.Cinco dias.Era tudo o que eu daria a ele.Depois disso… eu teria que encontrar uma maneira de me recuperar.
Capítulo: 2: Capítulo 2 Traição no dia do casamento
Ponto de vista de AriaNa manhã seguinte ao tiroteio, acordei e vi meu celular vibrando com notificações. Com uma forte dor de cabeça, peguei o celular e fiquei chocada ao ver o que estava acontecendo. O incidente tinha se tornado viral. As redes sociais estavam em polvorosa com comentários condenando Liam por ter priorizado Sophia em vez de mim durante o tiroteio.“Imagine se casar com um homem que se joga na frente de uma bala — mas só se for por outra pessoa.”“Que tipo de homem abandona sua futura esposa em uma situação de risco de vida?”“Pobre garota Jones… ela merece alguém que realmente se lembre de com quem está noiva.”Ler esses comentários me deixou com o estômago revirado.Meu celular tocou, e o nome do meu pai apareceu na tela.“Aria”, sua voz estava severa, cheia de raiva contida. “Eu vi o noticiário. O noivado acabou, Aria. Nem pensar que vou ficar parado vendo minha f











