
Ex-esposa Rejeitada? Herdeira Multimilionária
- Genere: Billionaire/CEO
- Autore: Jessica C. Dolan
- Capitoli: 266
- Stato: In corso
- Classificazione per età: 18+
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- ⭐ 8.9
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Sinossi
Darya passou três anos amando Micah e idolatrando o chão por onde ele pisava, até que o desprezo dele e os abusos de sua família a fizeram acordar para a cruel realidade: ele não a ama, nunca amou e nunca amará. Para ela, ele era um herói, seu cavaleiro em armadura reluzente; para ele, ela era apenas uma alpinista social que usou de trapaça para entrar em sua vida. Darya aceita essa dura verdade, junta os cacos da sua dignidade, se divorcia, recupera seu nome verdadeiro e reassume seu título como a herdeira multimilionária mais jovem do país. Seus caminhos se cruzam novamente em uma festa, onde Micah assiste à sua ex-esposa cantar como um anjo, dominar a pista de dança e derrubar um assediador com um chute giratório. Ele percebe, tarde demais, que ela é exatamente o tipo de mulher com quem gostaria de se casar se ao menos tivesse se dado ao trabalho de conhecê-la. Micah age rapidamente para reconquistá-la, mas descobre que agora ela está cercada por solteiros cobiçados: um CEO poderoso, um bioquímico genial, um cantor premiado e um ex-playboy regenerado... Para piorar, ela deixa bem claro que já superou essa história. Micah se prepara para uma batalha difícil: ele precisa provar que ainda é digno do amor dela antes que ela se apaixone por outro, e o tempo está correndo.
Capítulo: 1: Capítulo 1 A gota d’água
“A Regina está no hospital. Ela precisa de uma transfusão de sangue. Venha para o Hospital Geral de Hagen. Agora.”
“Onde você está? Você está quinze minutos atrasado.”
“Se você não está satisfeito com o preço, ele subiu para cem mil dólares. Verifique sua conta bancária.”
“Darya Miller, espero que você esteja no hospital nos próximos vinte minutos. Acordo é acordo.”
Darya percorreu as mensagens com um sorriso sarcástico, os nós dos dedos ficando brancos.
Em vez de mensagens de texto do marido — o que, na verdade, eram —, soavam mais como ordens dadas a um subordinado por um chefe severo.
O que resumia perfeitamente seu relacionamento com Micah — ela, a subordinada; ele, o superior.
Quando dava instruções, Micah Cavanaugh esperava ser obedecido sem questionamentos nem demora.
O fato de Darya já ter doado sangue três vezes em outras tantas semanas era um detalhe insignificante que ele nem se dava ao trabalho de lembrar.
Ou se importar.
“Aguenta firme. Acordo é acordo.”
Ela quase podia ouvi-lo, como se ele estivesse ali mesmo na sala, olhando para ela com seu nariz aquilino.
Darya estremeceu e esfregou os braços.
Tontura, náusea e suor frio eram sintomas comuns depois de doar sangue em excesso em um período muito curto.
Ela precisava usar mangas largas e largas para evitar irritação nos hematomas onde haviam enfiado a agulha gigante na dobra do braço, repetidamente.
Micah não percebeu os hematomas, é claro.
Na verdade, ele raramente, ou talvez nunca, a tocava quando estavam na mesma sala.
Quando não estava ocupado administrando seu império empresarial, passava o tempo ao lado de outra mulher — Regina Fischer.
A natureza exata do relacionamento deles continuava sendo motivo de muita especulação, mas Darya nunca confrontou Micah sobre isso.
Afinal, ela era apenas a esposa.
E uma esposa apenas no nome, aliás.
Micah e Darya dormiam em quartos separados, trocavam cumprimentos superficiais quando se cruzavam e podiam passar dias sem se falar.
Quando ele se aproximava, era principalmente por causa de Regina.
Por acaso, Darya tinha o mesmo tipo sanguíneo extremamente raro da suposta amante de Micah — AB negativo.
Na verdade, o sangue dela foi a única razão pela qual Micah concordou em se casar com ela há três anos.
Regina precisava de uma transfusão de sangue naquela época, assim como precisava agora.
Menos de 1% da população do país tinha sangue AB negativo, e os bancos de sangue dos hospitais estavam sempre com estoque insuficiente.
“Você quer que eu me case com você?”
No corredor do hospital, que cheirava a antisséptico e ao sangue de outra pessoa, Micah encarava fixamente a garota que ousou usar a condição médica de Regina para chantageá-lo.
Com o coração na boca, Darya assentiu.
“Tudo bem, mas só se você concordar em se tornar doadora de sangue para a Regina, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Se e quando ela precisar, você terá que estar disponível, sem fazer perguntas, sem recuar por nenhum motivo. A remuneração financeira pode ser combinada.”
Darya aceitou a oferta na hora, achando que era o negócio da vida.
Como ela tinha sido ingênua.
Ela apagou a mensagem mais recente do marido, sem dúvida mais um lembrete em tom severo exigindo que ela corresse para o Hospital Geral de Hagen.
Ela tocou no celular e abriu uma foto.
Era uma foto espontânea, enviada anonimamente.
Mesmo dormindo, Micah parecia incrivelmente, ridiculamente bonito.
Seu rosto parecia ter sido esculpido pelas mãos amorosas de anjos em um dia em que eles estavam se sentindo particularmente generosos.
Sua boca, embora de lábios finos, era requintada e feita para beijos — não que Darya já tivesse tido a oportunidade de prová-la.
Seus olhos, da cor de um topázio marrom impecável, eram penetrantes e chamavam a atenção.
Seus cílios longos e grossos eram do mesmo preto azeviche que seu cabelo curto, cortado com precisão militar.
E ele tinha um queixo pelo qual a maioria dos homens estaria disposta a passar pela faca.
Darya se apaixonou por ele no momento em que viu aquele rosto.
Seu coração ainda dava um salto de nervosismo toda vez que ela colocava os olhos nele.
Eles não dividiam a cama, mas pelas poucas vezes em que ela o flagrou saindo do chuveiro, vestindo apenas uma toalha enrolada frouxamente na cintura, ela sabia que havia um corpo poderosamente musculoso escondido sob aquela camisa impecável e o paletó meticulosamente abotoado.
Exatamente como o que ele usava naquela foto espontânea.
Mas não foi isso que fez Darya ficar olhando para a foto por dez minutos seguidos.
Era a cabeça de Regina aninhada contra o ombro largo de Micah.
Ele estava recostado em uma poltrona marrom-escura, com as longas pernas estendidas à sua frente, as mãos cruzadas ordenadamente no colo e os olhos fechados.
Regina parecia estar dormindo também, embora um canto de sua boca estivesse curvado para cima.
Aquele sorriso malicioso também revelou a identidade do remetente anônimo.
Quem mais poderia ser senão Regina?
Isso também explicaria o tom presunçoso e triunfante da mensagem que acompanhava a foto.
“Olha como eles combinam bem! Você deveria se retirar. O Príncipe Encantado merece ficar com uma princesa de verdade, não com a camareira.”
Darya ligou a câmera frontal, deu uma olhada no próprio reflexo e decidiu que talvez, apenas talvez, Regina tivesse razão.
Ela não era de forma alguma feia, mas a perda persistente de sangue havia tirado toda a cor de suas bochechas e lábios.
A falta constante de sono lhe dava aquele aspecto de olhos encovados e pele amarelada, típico de alguém desnutrido e anêmico.
Seria por isso que Micah nunca lhe lançava um segundo olhar?
Será que Regina, com aqueles olhos sedutores e lábios carnudos, era o tipo preferido dele?
Darya tocou o rosto de Micah na tela e, finalmente, tomou uma decisão.
Ela havia se dado três anos para tentar conquistar o coração dele.
Ela sabia que ele a via apenas como uma estranha que se aproveitou de uma situação infeliz.
Essencialmente, ele se casara com ela sob coação.
E foi por isso que ela engoliu seu orgulho (que era considerável), guardou na memória a lembrança de uma vida privilegiada e aprendeu a desempenhar o papel de esposa submissa e nora obediente.
Ela bajulou a família esnobe dele, humilhou-se diante dos amigos dele, fez tudo o que a revista “Housewife” sugeria.
Ela esperava que ele, com o tempo, percebesse que, embora sua entrada na vida dele tivesse sido abrupta e calculada, seus sentimentos por ele eram genuínos.
Mesmo assim, ele nunca se afeiçoou a ela.
Capítulo: 2: Capítulo 2 Divórcio
Nos três anos, o número de vezes em que tiveram algo que se assemelhasse a uma conversa amigável podia ser contado nos dedos de uma mão.
Em contrapartida, as mensagens de Micah pedindo que Darya fosse ao hospital, com as mangas arregaçadas e uma veia já escolhida, tinham inundado a caixa de entrada do WhatsApp dela.
Pouco a pouco, mensagem por mensagem, ele foi derrubando a barreira que ela havia erguido ao seu redor para se proteger da realidade feia e esmagadora — ele não a amava.
Nunca a amou, nunca a amaria.
Ela via o casamento deles como uma forma de compartilhar a vida com o homem que amava.
Ele provavelmente via isso como uma transação.
“Acordo é acordo”, ele costumava dizer.
A foto de Regina foi a bola de demolição que finalmente derrubou toda a parede.
Darya se levantou, fechou os olhos para esperar a tontura passar e tentou ignorar a dor surda no coração.
Ela normalmente era do tipo resoluta.
Ainda assim, dar como











