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Noiva com Prazo Validade

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Deskripsi

"— Você está corando — sussurrou Ethan, aproximando-se com uma voz que era pura seda e pecado. — Não estou — respondi rapidamente, mesmo com a respiração falhando. Os dedos dele roçaram meu queixo. — Mentirosa. Sua pele te entrega todas as vezes. Tentei dar um passo para trás, mas meu corpo não se moveu; ele se inclinou em direção ao calor dele, em direção à atração que eu insistia em negar. — Você me odeia, lembra? — sussurrei. Os lábios dele quase tocaram os meus. — Então por que seus olhos imploram para eu te beijar?". Após ser traída pelo noivo, que acabou ficando noivo da sua própria irmã, Olivia se vê humilhada e de coração partido, acreditando que nada poderia doer mais, até que sua família lhe dá um ultimato: casar-se em cinco dias ou ser forçada a se casar com um homem mudo. O motivo? É considerado uma "vergonha" a filha mais nova subir ao altar antes da mais velha. Quando um estranho arrogante e irritante aparece com uma proposta de casamento, as coisas saem do controle rapidamente. O que começa como um contrato para salvar as aparências se transforma em algo muito mais perigoso: uma química inegável, uma tensão ardente e uma paixão avassaladora que se recusa a ser contida. Em cinco dias, tudo pode ruir para Olivia ou se tornar o começo de algo real.

Capítulo: 1: Capítulo 1

OLIVIA

A taça de champanhe balançava em minhas mãos enquanto eu pegava outra taça vazia, empilhando-a na minha bandeja já cheia. Meu pulso doía com todo aquele peso, mas eu ignorei a dor. Não tinha escolha.

“Olivia, seja rápida!” O sussurro cortante da minha mãe rompeu a música. Ela estava perto da grande escadaria, com o vestido brilhando sob o lustre. Para os convidados, ela parecia graciosa, elegante. Para mim, ela era uma guardiã, mantendo-me na linha.

“Sim, mamãe”, murmurei, abaixando ligeiramente a cabeça antes de correr em direção à cozinha.

Os funcionários mal me notaram quando coloquei a bandeja na mesa, meus dedos dormentes por segurar os copos frágeis com muita força. Eu não era uma deles, mas também não era uma convidada. Eu existia nesse espaço intermediário... vista, mas apenas como alguém destinada a servir.

Respirei fundo, endireitando os ombros antes de sair novamente. A festa ainda não tinha acabado. E, até que acabasse, meu trabalho também não.

Ziguezagueei pela multidão, sorrindo quando necessário, acenando com a cabeça quando alguém falava comigo. Enchi copos, retirei pratos, ajeitei as decorações. Meus pais me ensinaram bem: eficiência, elegância, perfeição.

E desempenhei meu papel com perfeição.

Meus pais eram obcecados pelas aparências, pela reputação. Meu pai, um empresário respeitado. Minha mãe, uma filantropa querida. Juntos, formavam um casal poderoso, admirado por todos. E então havia eu, a filha mais velha cuidadosamente moldada por eles. A responsável. A trabalhadora.

Mas nunca a amada.

Eu sabia a verdade, embora nunca a tivesse dito em voz alta. Eu não era filha deles... não de verdade. Pelo menos, nunca me senti como se fosse. Eles nunca me olhavam da mesma forma que olhavam para ela.

Charlotte.

A filha verdadeira deles. A menina de ouro deles.

Eu era apenas a figurante. Aquela que preenchia as lacunas, que facilitava a vida deles.

“Olivia, arrume as flores na mesa principal”, ordenou minha mãe ao passar. Ela nem sequer olhou para mim.

Engoli a amargura que subia pela minha garganta. “Claro.”

Corri até lá, alisando as pétalas, ajustando o arranjo central até ficar perfeito. Os convidados continuavam rindo, bebendo, comemorando — nenhum deles percebia como eu estava sendo sobrecarregada.

Era sempre assim.

Cada festa, cada evento, nunca era para mim. Era sempre para a Charlotte.

Olhei para a grande entrada, sentindo um nó no estômago. Não hoje à noite. Eu sabia disso. Mas em breve.

Damien viria em breve. Meu namorado.

Eu vinha insistindo nisso, esperando por isso, lembrando a ele o quanto isso significava para mim. Eu precisava que ele conversasse com meus pais, para finalmente tornar tudo isso realidade. Para me tirar desta casa, desta vida em que eu não passava de uma sombra. E ele havia prometido. Ele prometeu.

Pensar nisso era a única coisa que me mantinha de pé.

Passei anos me curvando às expectativas dos meus pais, usando a máscara da filha perfeita. A responsável. A esforçada. Aquela que colocava as necessidades da família acima das próprias. E, mesmo assim, eu nunca era o suficiente. Nunca amada. Nunca escolhida.

Mas Damien me escolheu.

Com ele, eu não era invisível. Eu não era uma ferramenta para manter as aparências nem um peão na vida perfeita de outra pessoa. Eu era Olivia. Eu importava.

Eu me agarrei a essa certeza.

Em breve, ele viria. Ele se apresentaria diante dos meus pais, firme e seguro, e pediria minha mão. E então eu finalmente seria livre.

Permiti-me um pequeno sorriso, apenas por um instante, antes que uma onda de murmúrios se espalhasse pela multidão.

E então ela chegou.

Charlotte.

Ela entrou como se fosse a dona do lugar, vestida com um vestido caro azul-escuro que se moldava ao seu corpo como se tivesse sido feito especialmente para ela. Os convidados se viraram, com a admiração palpável.

Ela era linda. Perfeita. Tudo o que eles adoravam.

Ela passou por mim sem sequer olhar, com a cabeça erguida.

Como se eu não existisse.

Cerrou os punhos. Não deveria ter ficado surpreso. Eu não merecia ser notado, pelo menos não naquela noite...

Mas, mesmo assim, doeu.

Charlotte estava no meio do grande salão de jantar, com a luz do lustre incidindo sobre ela.

Ela estava deslumbrante. Era admirada. Era tudo o que eu não era.

A sala estava repleta de risadas e do tilintar de taças finas, enquanto o aroma de pratos gourmet flutuava no ar. Uma comemoração. Uma noite dedicada à minha irmã.

Continuei meu trabalho enquanto me esgueirava pela multidão, despercebida como sempre, pegando uma taça de vinho vazia de uma mesa quando a voz da minha mãe ressoou pelos alto-falantes.

“Pessoal, posso pedir a atenção de todos, por favor?”

A sala ficou em silêncio, e todos os olhos se voltaram para a mulher que estava orgulhosamente em pé perto da cabeceira da mesa, com o microfone na mão. Minha mãe estava radiante em um vestido verde-esmeralda, a anfitriã perfeita, a esposa perfeita, a mãe perfeita.

Pelo menos, para uma de suas filhas.

“Gostaria apenas de reservar um momento para expressar o quanto estou incrivelmente orgulhosa”, continuou ela, com a voz calorosa, cheia de emoção. “Esta noite, celebramos minha filha mais nova, Charlotte, por suas conquistas notáveis na empresa da família. Ela demonstrou verdadeira dedicação, inteligência e liderança, provando que é mais do que capaz de dar continuidade ao nosso legado.”

Aplausos encheram a sala. Vivas. Parabéns.

Engoli em seco, sentindo uma pontada familiar atrás dos olhos.

Claro. Claro que ela merecia os elogios — ela trabalhou duro, era brilhante —, mas mesmo assim… só por uma vez, eu gostaria de ouvir aquelas palavras dirigidas a mim.

Apenas uma vez.

Forcei um sorriso enquanto aplaudia, contendo as lágrimas que ameaçavam cair. Não era o momento certo. Eu havia aprendido há muito tempo a não esperar nada.

“Charlotte, minha querida”, minha mãe continuou, estendendo a mão para ela. “Você nos deixa tão orgulhosos.”

Charlotte sorriu radiante, dando um passo à frente para pegar o microfone. “Obrigada, mãe”, disse ela, com a voz suave e treinada. “Obrigada a todos por estarem aqui esta noite. Mas...” Ela se virou, olhando ao redor da sala. “Antes de continuarmos, na verdade tenho algo importante a compartilhar.”

A multidão murmurou, intrigada.

Ela lançou um olhar na minha direção. “Olivia, venha cá.”

Hesitei, pega de surpresa. “Eu?”

Ela assentiu, com um sorriso inabalável. “Sim, venha.”

Inquieta, dei um passo à frente, com o coração batendo mais rápido. O que ela estava fazendo?

Charlotte voltou-se para a multidão, com a emoção brilhando em seus olhos. “Queria compartilhar esse momento primeiro com minha família, porque significa muito para mim. Pessoal, recebi um pedido de casamento e disse sim!”

A sala explodiu em reação. Suspiros. Aplausos. Sussurros animados.

Minha mãe levou a mão ao peito, encantada; meu pai ergueu as sobrancelhas, surpreso e satisfeito. Os convidados aplaudiram, levantando suas taças para um brinde.

Charlotte sorriu. “Meu noivo e eu não queremos esperar. Decidimos nos casar o mais rápido possível.”

Mais vivas. Mais aplausos.

Forcei meus lábios a formar um sorriso pequeno e educado, mas, por dentro, algo mudou.

Casada. Ela ia se casar.

Meus pais trocaram olhares antes que meu pai falasse. “Charlotte, minha querida, essa é uma notícia maravilhosa. Mas…” Ele se virou para mim. “Olivia, você é a mais velha.”

Minha mãe assentiu, dirigindo-se aos convidados com um sorriso de desculpas. “Na nossa família, a tradição determina que a mais velha deve se casar primeiro.”

Um murmúrio de concordância percorreu a multidão.

Meu pai olhou para mim com expectativa. “Olivia, não podemos quebrar a tradição. Precisamos garantir que você se case antes do casamento da Charlotte.”

Pela primeira vez em muito tempo, senti esperança.

Era isso.

Essa era minha chance.

Limpei a garganta, tentando conter o tremor na voz. “Tudo bem”, disse eu, olhando para minha mãe e, em seguida, para meu pai. “Eu... eu tenho alguém. Ele já demonstrou a intenção de se casar comigo.”

Charlotte soltou uma risada repentina.

Uma risada cruel e maliciosa.

Algo no meu peito se apertou.

“Ah, Olivia”, disse ela, balançando a cabeça. “Você realmente é lenta, não é?”

A sala ficou em silêncio.

Meu estômago deu um nó. “O quê?”

Ela ergueu a mão. “Venha cá, meu amor.”

E então eu o vi.

Caminhando por entre a multidão, em direção à minha irmã, em direção a mim.

Damien.

Seu terno preto caía perfeitamente nele, o cabelo bem arrumado, o rosto calmo, impenetrável.

Pisquei os olhos. Não. Não, isso não era...

Charlotte se virou para ele, radiante. “Pessoal, gostaria de apresentar meu noivo — Damien.”

O ar saiu dos meus pulmões.

Senti como se tivesse levado um golpe, o mundo girando, desabando.

Damien. Meu Damien.

Meus lábios se abriram, mas nenhuma palavra saiu.

Ele estendeu a mão para Charlotte, entrelaçando os dedos dela como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Consegui soltar um fraco: “Não… não, isso…” Balancei a cabeça. “Isso não é real. É uma piada, certo?”

Os lábios de Charlotte se curvaram em um sorriso. “Ah, Olivia, acorda.”

Virei-me para Damien, procurando por algo — uma explicação, uma negação, qualquer coisa.

Mas ele encontrou meu olhar com nada além de fria indiferença.

“Damien?” Minha voz falhou.

A expressão dele não mudou. “Eu amo a Charlotte.”

Uma dor aguda e lancinante atravessou meu peito.

Dei um passo para trás, balançando a cabeça. “Não. Não, você não...”

“Estamos juntos há muito tempo”, Charlotte interrompeu, sorrindo docemente. “Quer dizer, ele tentou com você, mas, na verdade, sempre fui eu.”

Respirei fundo, trêmula. “Damien… por favor…”

Ele suspirou, exasperado, como se eu fosse a única a estar sendo irracional. “Olivia, nunca foi nada sério entre a gente.”

Uma nova onda de humilhação tomou conta de mim.

Os convidados cochichavam, observando, esperando.

Senti-me completamente nua, exposta.

Apertei os punhos. “Você me disse que me amava”, sussurrei, com a voz trêmula.

Os lábios de Damien tremeram em algo próximo à piedade. “Eu gostava de você.”

Lágrimas queimavam nos meus olhos.

Eu queria gritar. Queria acordar desse pesadelo.

Minha mãe limpou a garganta, amenizando a tensão com um sorriso educado. “Bem”, disse ela, retomando o controle da situação. “Isso é inesperado, mas não muda nada.”

Ela se virou para mim, com o olhar penetrante. “Olivia, isso significa que você precisa se casar logo.”

Mal a ouvi. Meu mundo estava desmoronando.

Meu pai assentiu, com voz definitiva. “Cinco dias, Olivia.”

Pisquei os olhos. “O quê?”

“Se você não conseguir arranjar um marido em cinco dias, nós providenciaremos um casamento para você”, disse minha mãe com naturalidade, como se estivesse discutindo planos para o jantar.

Virei a cabeça bruscamente na direção dela. “Você não pode estar falando sério.”

Os lábios da minha mãe se estreitaram. “Você sabe como as coisas funcionam nesta família.”

Lágrimas escorreram pelo meu rosto. “Vocês estão me dando cinco dias para encontrar um marido?”

“Cinco dias”, repetiu meu pai, inflexível.

Soltei um suspiro trêmulo, com o peito apertado. “Isso não é justo”, engasguei. “Isso não é...”

“Então você deveria ter sido mais rápida”, minha mãe interrompeu, em tom frio. “Você perdeu o Damien para sua irmã porque não foi rápida o suficiente. Não podemos adiar a felicidade da Charlotte por sua causa.”

Um soluço profundo e doloroso escapou dos meus lábios.

Eles estavam me culpando.

Como se eu não tivesse acabado de ter meu coração despedaçado na frente de todo mundo. Como se eu não tivesse acabado de perder a única coisa — a única pessoa — com quem achava que podia contar.

“Cinco dias, Olivia”, disse minha mãe pela última vez, antes de se virar.

E, assim, a discussão acabou.

Mas e o meu mundo?

Meu mundo tinha acabado de desmoronar.

Capítulo: 2: Capítulo 2

OLIVIA

A manhã seguinte Acordei com uma dor aguda e latejante atrás dos olhos.

Minha cabeça doía tanto que parecia que ia se partir ao meio, resultado de muitas lágrimas e pouquíssimo sono. Meus olhos estavam doloridos, inchados, e a pele ao redor deles estava em carne viva de tanto esfregá-los repetidamente.

Fiquei deitada ali, olhando para o teto, esperando — só por um segundo — que tudo tivesse sido um pesadelo. Que nada disso tivesse acontecido.

Mas, no fundo, eu sabia que não era assim.

Charlotte realmente estava ali, radiante, anunciando seu noivado.

Com Damien.

Damien, o homem que me prometera para sempre.

Respirei fundo, tentando fazer com que a dor diminuísse, mas não adiantou. Ela continuava ali, pesada no meu peito, me oprimindo.

Eu tinha chorado a noite toda e, agora, não restava mais nada. Não havia mais lágrimas, apenas um vazio que eu não sabia como preencher.

Um estrondo alto ecoou lá de baixo, seguido pela

Heroes

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