
A Guardiã do Chefe: Dominando o Multimilionário
- Genre: Billionaire/CEO
- Penulis: Adekitan Adeyemi
- Bab: 125
- Status: Berlangsung
- Rating usia: 18+
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- ⭐ 9.7
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Deskripsi
O CEO multimilionário Julian Hawthorne comanda sua vida —e suas conquistas amorosas— com base nas anotações de um diário privado e meticuloso. Mas quando seus negócios entram em risco devido ao seu pai distante, ele precisa de uma assistente pessoal que não se encante pelo seu dinheiro, seu charme ou por ele mesmo. É aí que entra Sloane Carter. Brilhante, falida e ferozmente independente, Sloane aceita um emprego para o qual nem se candidatou porque não tem outra escolha, prometendo gerenciar a vida de Julian, não suas mulheres, e definitivamente não a atração crescente que sente por ele. Contudo, conforme os segredos vêm à tona e as barreiras se desfazem, Sloane descobre o diário que mantém o coração de Julian trancado a sete chaves, percebendo que, para garantir seu futuro, ela talvez precise destruir o sistema que ele usa para evitar o amor — e arriscar se tornar a única mulher que ele não consegue controlar.
Capítulo: 1: Capítulo 1
O choque da água gelada batendo na pele de Sloane foi menos doloroso do que o constrangimento que queimava suas bochechas. O aquecedor de água do pequeno apartamento de Leo finalmente havia desistido, chiando em sinal de derrota após semanas de uso excessivo por três adultos que nunca deveriam ter dividido aquele espaço por tanto tempo.
Ela terminou rapidamente o enxágue com água fria, tentando não tremer muito alto. O banheiro era apertado, o toalheiro mal se segurava, e as paredes finas transmitiam cada som como um megafone. Ela podia ouvir o zumbido suave da geladeira, o rangido das tábuas velhas do assoalho e — pior ainda — as vozes abafadas que chegavam da sala de estar.
“…lotado, Leo. As contas de serviços públicos são prova suficiente”, a voz de Amy rompeu o silêncio, nítida e controlada. “É impossível planejar qualquer coisa com ela aqui.”
Sloane congelou. Seus dedos se apertaram na borda da pia enquanto as palavras a atingiam mais profundamente do que o frio jamais poderia. Ela. Amy nunca disse o nome dela. Não precisava.
Sloane ficou olhando para seu reflexo — cabelos molhados colados às bochechas, olhos levemente vermelhos por causa do frio — sem saber ao certo por que ainda esperava algo diferente. Amy vinha se deixando escapar com mais frequência, soltando pequenos comentários que fingia não serem insultos. Ultimamente, ela nem mesmo fingia mais.
Assim que os planos do casamento foram finalizados, Sloane soube exatamente qual era o seu lugar. E não era ali. Ela se enrolou na toalha, demorando um pouco mais do que o necessário. Sair do banheiro significava encarar a realidade que vinha evitando desde que sua empresa faliu. Mas ficar dentro daquele espaço minúsculo também não mudaria nada.
Quando ela entrou na sala, Amy estava alisando um vinco na almofada do sofá — movimentos territoriais e deliberados. Ela não olhou para Sloane. Não a reconheceu. Simplesmente pegou sua caneca e foi para a cozinha, como se estivesse limpando o ambiente para si mesma.
A mensagem era clara: você não pertence a este lugar. Leo estava perto da porta, já vestido para o trabalho, com os ombros caídos. Ele parecia cansado, aquele tipo de cansaço que se instala profundamente. Ou talvez fosse culpa. Aquele tipo de culpa que vem de estar preso entre a mulher com quem planejava se casar e a irmã que sempre o mantinha de pé quando ele desmoronava.
— Sloane, oi — disse ele, esfregando a nuca. — Como está indo a procura de emprego?
Ela percebeu o tom. Não era preocupação. Era um pedido de garantia — de um prazo que acalmasse Amy, mesmo que só por um tempinho.
Ela engoliu o ressentimento antes que ele viesse à tona. Leo sempre evitou conflitos. Mesmo quando eram crianças, era ela quem o defendia. E mesmo agora, ela se recusava a aumentar os problemas dele, mesmo que o preço fosse seu orgulho.
“Estou esperando uma resposta em breve.” Ela forçou um tom leve. “Tenho algumas entrevistas marcadas para esta semana.” O alívio aqueceu o rosto dele imediatamente. Demasiado imediatamente. “Que bom. Isso é muito bom, mana.”
Ele pegou sua lancheira, beijou Amy na bochecha e saiu com um adeus apressado, ansioso para escapar da tensão. A porta se fechou com um clique atrás dele, deixando o apartamento em silêncio, exceto pelo barulho de Amy enxaguando sua caneca na pia. Sloane soltou um suspiro lento.
Seu quarto de canto era pouco maior do que um armário de arrumação. Ela entrou, fechando a porta delicadamente, e contemplou seus pertences empilhados em pilhas cuidadosas e provisórias. Ela nunca tinha desempacotado tudo completamente. No fundo, não esperava ficar por muito tempo.
Vestiu sua melhor roupa para entrevistas — calças que estavam começando a ficar folgadas na cintura depois de tantas refeições perdidas, uma blusa que ela passou a ferro na noite anterior e o blazer que sempre usava quando precisava acreditar que tudo daria certo. Fuga, ela lembrou a si mesma. Esse era o objetivo. Suas economias estavam quase acabando. Duas semanas, talvez menos. E se algo inesperado acontecesse — problemas de transporte, uma conta médica, outra rejeição —, esse prazo se reduziria a dias. Ela sentou-se na beirada da cama e permitiu-se um momento de honestidade.
Ela estava cansada. Cansada de se sentir um fardo. Cansada de andar na ponta dos pés. Cansada de fingir que não ouvia todas as conversas sussurradas sobre contas, espaço e inconvenientes.
Sua mente voltou ao ano passado, quando Leo estava afogado em empréstimos estudantis e taxas atrasadas. Ele ligou para ela em pânico, sobrecarregado, certo de que seria expulso do curso. Ela esvaziou sua conta sem hesitar.
Família era família. Ela não se arrependeu.
Mas ela não sabia que a empresa em que trabalhava entraria em colapso meses depois, nem que seria demitida com nada além de um pedido de desculpas sem convicção e uma indenização tão pequena que nem fazia diferença.
Agora, todas as manhãs eram uma batalha para manter a esperança. Todas as noites eram um lembrete de que ela não tinha um lugar só para si.
Seu celular tocou.
Seu coração deu um salto quando ela o pegou, reconhecendo quem era o remetente.
APEX CORPORATION
A maior oportunidade que ela tivera em meses. Finalmente.
Seus dedos tremiam enquanto ela abria o e-mail.
ATUALIZAÇÃO: GERENTE DE MARKETING, APEX CORPORATION — VAGA SUSPENSA As palavras a atingiram com mais força do que o esperado. Ela leu a mensagem duas vezes, na esperança de ter lido errado, mas a explicação continuava a mesma. Reestruturação interna. Congelamento de contratações. Desculpas pelo transtorno.
Não só o emprego tinha ido por água abaixo — como ela nem sequer teve a chance de lutar por ele.
Ela exalou trêmula e bloqueou a tela. Queria chorar, mas chorar não resolvia nada. Nunca tinha resolvido. Levantou-se, com as pernas um pouco trêmulas. O pequeno quarto parecia ainda menor agora, como se as paredes estivessem se aproximando lentamente. Alisou o blazer novamente, não porque precisasse, mas porque precisava fazer algo com as mãos.
Duas semanas. Talvez menos.
Ela já podia ouvir a voz de Amy: “Está lotado, Leo. É impossível planejar qualquer coisa com ela aqui.”
A pressão se instalou em seu peito como um peso. Quanto tempo levaria para que Amy parasse de dar indiretas e dissesse isso abertamente?
Quanto tempo levaria para que Leo, exausta e precisando de paz, deixasse isso acontecer?
Sloane ergueu o queixo.
Ela encontraria um emprego. Não sabia como, mas encontraria. Porque a alternativa — ser forçada a sair sem dinheiro, sem ter para onde ir, sem rede de segurança — não era uma opção.
Ela pegou a bolsa, colocou o celular dentro e deu uma última olhada no próprio reflexo.
Ela já tinha sobrevivido a coisas piores.
Ela conseguiria fazer isso de novo.
Ela precisava.
Ela abriu a porta do quarto, dando um passo para o corredor— —e congelou.
Amy estava ali, de braços cruzados, com uma expressão fria e indecifrável. Como se estivesse esperando.
—“Sloane”, disse ela, com uma voz enganosamente calma. “Precisamos conversar.”
Sloane sentiu um nó no estômago. O momento. O tom. A expressão.
Ela já sabia.
Fosse o que fosse que Amy estivesse prestes a dizer… não seria nada bom.
Capítulo: 2: Capítulo 2
Sloane entrou silenciosamente pelo porta do apartamento, com o peso do dia pesando em seus membros. Seus pés doíam por causa das horas que passou entrando e saindo de escritórios, e sua garganta estava seca de repetir as mesmas apresentações educadas, os mesmos argumentos de venda cheios de esperança. Nada. Nenhuma oportunidade. Nenhuma resposta. Apenas mais uma série de sorrisos forçados e recusas delicadas. E, acima de tudo isso, a voz de Amy daquela manhã ecoava em sua cabeça: “Precisamos conversar. Quando exatamente você vai embora, Sloane?” Ela estremeceu com a lembrança.
Agora, ela atravessava a sala na ponta dos pés, com cuidado — quase dolorosamente cuidadosa — para não fazer barulho. Amy e Leo estavam na cozinha, falando baixo, e Sloane não precisava ouvir as palavras para saber que a conversa era sobre ela. As paredes daquele lugar não eram grossas o suficiente para esconder o ressentimento. Ela manteve a cabeça baixa e deslizou para dentro de seu minúsculo quarto de











