
A obsessão do CEO
- Genre : Billionaire/CEO
- Auteur : L. G. Savage
- Chapitres : 56
- Statut : En cours
- Classification par âge : 18+
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- ⭐ 9.2
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Annotation
Um espartilho muda tudo. Damian Steele não esperava por isso. Nicole é sua assistente, a própria definição de “proibida”. Mas, num instante, ela está bem, e no outro ele já está cortando um espartilho horrível do corpo dela. Ele vem desejando-a há anos, mas não consegue mais ignorar esse sentimento. Ele a quer. Ele precisa dela. E não vai deixar que nada se interponha em seu caminho. Nicole Avery simplesmente não consegue se livrar de vez daquele ex-marido desprezível. A última coisa de que ela precisa é se apaixonar por outro homem tóxico. Mas quando o desejo que seu chefe sente por ela se torna impossível de ignorar, ela se entrega ao toque dele. Talvez a amiga dela esteja certa. Que maneira melhor de acalmar seu ego ferido e dar o dedo do meio para o ex do que ter um caso inofensivo? Ela sabe como o Sr. Steele é, então não é como se ela fosse ser como as outras mulheres e cair no charme dele… certo?
Capítulo: 1: Capítulo 1
Nicole Avery respirou fundo enquanto apertava ainda mais os laços do espartilho modelador. Não parecia ter feito muita diferença. Ela não via o corpo em forma de ampulheta que o anúncio havia prometido; ainda parecia um pouco curvilínea demais.
Não importava. Ela iria em frente.
Ela se afastou do espelho e pegou sua roupa. Para variar, era um terno de negócios justo, então ela sabia que não ficaria confortável com ele o dia todo. Era um terno preto listrado com uma saia lápis na altura da panturrilha. Ela tinha ficado em dúvida quanto às listras, pois sempre tinha lido que elas eram um grande erro para quem estava acima do peso, mas a vendedora lhe garantiu que isso era apenas um mito. Como tinha gasto mais com aquela roupa do que jamais gastara com qualquer peça de roupa, ela acreditou na palavra da mulher.
Hoje ela estava decidida a se impor, e a roupa nova era necessária — se conseguisse respirar com ela. Ao enfiar a blusa de seda azul-clara, impecável, por dentro da saia, percebeu que não conseguia respirar profundamente. Era assim que deveria ser? Certamente aquele espartilho ia contra todas as recomendações médicas, não é?
Talvez fosse melhor ela continuar com suas roupas habituais de escritório. Por que ela tinha dado ouvidos à Casey de novo? Sua amiga tinha um jeito de fazê-la cair nos planos dela, e esses planos sempre pareciam os melhores no início. Por que ela tinha que fazer isso só para provar a todos que não estava nem um pouco abalada pelos acontecimentos recentes? Ela nunca tinha se importado com o que as pessoas pensavam dela antes.
O alarme tocou, fazendo-a se assustar e entrar em ação ao perceber que tinha apenas dez minutos para sair do apartamento. Ela nem tinha tomado café da manhã ainda. Talvez, com essa armadilha mortal, fosse melhor pular essa refeição. Ela teria que tirá-lo depois da reunião para conseguir respirar direito de novo.
Ela pegou o celular e o desbloqueou para olhar novamente a foto que desencadeou toda essa bobagem.
Seu ex-marido.
Sentado no quintal da casa que seus pais haviam deixado para ela, enquanto ela usara suas economias e herança para pagar os estudos dele, como uma idiota. Seu sangue ferveu ao pensar em como tinha sido difícil abrir mão daquela casa quando tiveram que vendê-la por causa do divórcio. Aquele desgraçado se recusara a deixá-la comprar a parte dele, mesmo não tendo contribuído em nada para a compra. Ela chorara mais por aquela casa do que por ele.
Talvez fosse por isso que ele tivesse se apressado a comprá-la de volta assim que ganhou dinheiro suficiente para pagá-la à vista. Sua metade do dinheiro ainda estava na conta bancária. O casal que comprou a casa se recusou a vendê-la de volta, mesmo com a oferta inflacionada que ela fez. Andrew deve ter oferecido a eles um valor bem acima do de mercado para que aceitassem a oferta dele.
Ela apenas lançou um olhar para a mulher ao lado dele, seu mais novo brinquedo magricela. E ignorou completamente a matéria abaixo daquela foto, que ainda recebia tantos comentários. Se ela fosse ler aquilo de novo, provavelmente daria um soco em alguém, de preferência no próprio Andrew. Tudo o que isso conseguiria seria a confirmação das mentiras dele.
Ela jogou o celular de volta na cama, resmungando palavrões.
Com alguma dificuldade, ela se abaixou e tirou os sapatos de debaixo da cama. Mais um desperdício inútil de dinheiro. Ela preferia saltos mais baixos ou sapatilhas para o trabalho, mas hoje iria parecer glamourosa, mesmo que quebrasse o pescoço tentando. Eles podiam falar ou escrever qualquer merda que quisessem sobre ela, mas ela iria andar de cabeça erguida como se não desse a mínima.
Depois de dar uma última olhada no espelho — na maquiagem leve e nos longos cachos ruivos brutalmente domados em seu habitual coque elegante —, ela se espremeu pelo espaço apertado ao lado da cama para pegar a bolsa e o laptop. Seus papéis estavam espalhados por todo o único sofá do apartamento tipo estúdio, então ela os juntou e procurou as chaves.
Não que houvesse muitos lugares para procurar. Aquele apartamento-estúdio era menor do que os banheiros do trabalho. Mal cabiam sua cama de casal e o pequeno sofá. Sua pequena TV estava fixada na parede para economizar espaço, e as poucas roupas que ela tinha ali estavam no pequeno guarda-roupa ao lado da cama. E ela precisava se espremer para entrar no minúsculo banheiro adjacente ao quarto. Sua “cozinha” era apenas uma bancada ao lado, onde ela tinha mini-eletrodomésticos para se virar.
Ela encontrou as chaves na bancada e saiu. Teve que puxar a porta com força para abri-la porque, como muitas coisas ali, ela não funcionava direito. Ela nem sabia ao certo como aquele lugar inteiro tinha sido aprovado como habitável. Além disso, o prédio não tinha elevadores, então a acessibilidade era um problema. Resmungando, ela começou a descer os seis lances de escada com aqueles saltos ridículos e, quando chegou ao térreo, já estava se arrependendo tanto da escolha do calçado quanto do espartilho apertado. Mas de jeito nenhum ela voltaria a subir aquelas escadas para se trocar.
E de jeito nenhum ela iria se encolher diante de alguém.
“Táxi para a Srta. Avery?”
Ela olhou, surpresa, para o táxi preto que esperava do lado de fora do complexo de prédios.
“Eu não chamei táxi.”
“Foi solicitado por uma Srta... Casey Adams”, disse o motorista do táxi depois de dar uma olhada no celular.
Nicole sorriu ao entrar no táxi. Pelo menos não teria que enfrentar o trânsito caótico de pedestres com esses saltos altos. A respiração ofegante fazia o trajeto parecer muito mais difícil do que o normal. Quando chegaram ao alto prédio de vidro que abrigava a Steele Enterprises, ela tinha certeza de que estava morrendo. Não havia como ela aguentar muito tempo com essa engenhoca nos pés. Como as outras mulheres conseguiam?
A Steele Enterprises era a empresa controladora de vários negócios do Sr. Steele — construção, segurança, tecnologia e serviços financeiros. O prédio inteiro era um exagero. Vidro e aço, elevando-se acima de todos os outros prédios, e uma das mais belas obras arquitetônicas de Londres. Ela odiava aquilo. O prédio gritava “pretensioso”, assim como o homem que era seu dono. Ser sua assistente executiva exigia muitas habilidades, e a maioria das pessoas contratadas antes dela não tinha conseguido acompanhar o ritmo. Havia muitos sacrifícios envolvidos, como ser a primeira a chegar e a última a sair.
Só de pensar nele, ela já ficava irritada. Damian Steele e Andrew eram feitos do mesmo molde. Ambos eram uns cretinos arrogantes e traidores que achavam que o sol brilhava na bunda deles, mas o Sr. Steele valia bilhões e pagava o salário dela, então, pelo menos, ele tinha isso a seu favor.
O barulho de seus saltos ecoava enquanto ela entrava no saguão. Ainda não havia ninguém lá, exceto o segurança noturno. Ela dava passos curtos pelo piso de pedra com os sapatos novos apertando os dedos dos pés, mantendo a cabeça baixa para não ter que ver as expressões no rosto dos seguranças. Ela acabaria caindo de bunda no chão antes do fim da manhã.
“Bom dia”, disse ela, sentindo os lábios se esticarem em um sorriso constrangido ao passar por eles e passar o cartão de segurança.
Ela caminhou até os elevadores e escolheu o mais próximo. Quando as portas se abriram no andar executivo, ela olhou para o chão novamente e depois para os saltos altos. Ela se amaldiçoou mais uma vez por ter dado ouvidos à Casey. Quem ela achava que estava enganando? Aquilo era uma péssima ideia. Ela não podia trocar de roupa agora, mas pelo menos tinha os sapatos baixos no escritório. Eles teriam que servir por hoje. Ela nem ia fingir que conseguiria andar de salto alto por mais tempo do que isso.
Ela caminhou com cuidado pelo saguão, passando pela mesa vazia da recepcionista. Ainda não havia ninguém na sala de espera, e as paredes de vidro da sala de reuniões mostravam que, felizmente, ela ainda estava vazia. A reunião só começaria daqui a algumas horas.
Ela finalmente chegou ao fim do corredor e entrou cambaleando em seu escritório. O Sr. Steele provavelmente já estava lá, pois, além de ser um mulherengo traidor, ele também era um workaholic. Ela iria apenas trocar de sapatos antes de entrar para avisá-lo que estava lá. Isso resolveria um problema. Tudo o que ela teria que fazer depois disso seria aprender a respirar com o espartilho. Moleza.
Pelo menos ninguém a tinha visto.
Mas esse pensamento passou pela cabeça dela cedo demais, pois o próprio diabo escolheu aquele momento para entrar pelas portas que davam uma para a outra.
Ele parou bruscamente ao vê-la.
Perfeitamente arrumado, como sempre. Cabelos castanhos perfeitos em um penteado da moda. Uma barba de grife perfeita que destacava aqueles lábios perfeitos. Um rosto esculpido na perfeição, sem uma única imperfeição à vista. Ele media mais de seis pés e três ou quatro polegadas — ela precisava esticar o pescoço para olhar para ele, pois media apenas cinco-dois, enquanto ele era forte como um caminhão.
As mulheres se jogavam em cima dele por onde quer que fosse, mas ela não conseguia entender o que havia de atraente nele. Claro, ele era de tirar o fôlego, e a voz dele... Havia algum tipo de feitiço nela, ela tinha certeza. Era profunda e tão imponente que ele provavelmente só precisava sussurrar: “Tire a calcinha”, e ela cairia na hora, mesmo que ela não quisesse. Mas aquelas mulheres podiam ficar com ele. Seus olhos castanhos-claros eram sem alma, e ele nunca sorria. Só demônios eram assim.
Mais uma vez, ele estava vestido como um modelo da marca cara de ternos que usava — hoje, um terno azul-escuro, com uma camisa branca impecável, e sua gravata com estampa escura não estava nem alguns milímetros torta.
Meu Deus, como ela o odiava! Sempre tão perfeito.
— Bom dia, Sr. Steele — disse ela, endireitando-se ao ficar ao lado da mesa e da gaveta aberta onde estavam seus sapatos baixos.
Não havia como ela tentar se sentar agora; o espartilho parecia ter ficado impossivelmente mais apertado.
O Sr. Steele avançou um pouco mais pela sala e colocou a pasta que segurava sobre a mesa dela.
“Bom dia, Srta. Avery.”
E então ele se virou e voltou para o escritório. Ela teria soltado um suspiro de alívio se tivesse conseguido.
Capítulo: 2: Capítulo 2
Damian parou logo ao entrar em seu escritório e fechou os olhos. O que essa mulher estava tentando fazer com ele? Já era ruim o suficiente sonhar com ela todas as noites como um adolescente cheio de hormônios e ainda ter que vir trabalhar para suportar o olhar julgador dela, como se ela soubesse que ele a possuía em seus sonhos todas as noites. Mas vê-la com aquele visual de mulher sensual, saída diretamente desses mesmos sonhos...
Ele tinha um dia cheio pela frente, mas sabia que agora tudo tinha ido por água abaixo. Como ele iria conseguir se concentrar agora?
Nicole era sua assistente há mais de dois anos. Dois anos de tortura. Mas, em todo esse tempo, ele tinha certeza de que nunca a tinha visto de saia. A saia moldava seu traseiro perfeito e seus quadris largos com perfeição e lhe deu o primeiro vislumbre de suas pernas. Seus sonhos nunca tinham feito justiça àquelas pernas. Ele só olhou por alguns segundos, mas aquela imagem ficaria gravada em sua mente para sempre
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