
A noite antes de o conhecer
- Género: Billionaire/CEO
- Autor: YoursTruly
- Capítulos: 100
- Estado: En curso
- Clasificación por edades: 18+
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Anotación
Deixei que um estranho me destruísse num quarto de hotel. Dois dias depois, entrei no meu estágio e encontrei-o sentado atrás da secretária do diretor executivo. Agora, vou buscar café ao homem que me fez gemer, e ele age como se fosse eu quem tivesse ultrapassado os limites. ****** Tudo começou com um desafio. E terminou com o único homem que ela nunca deveria desejar. June Alexander não planeava dormir com um estranho. Mas na noite em que comemora ter conseguido o estágio dos seus sonhos, um desafio louco leva-a para os braços de um homem misterioso. Ele é intenso, calado e inesquecível. Ela pensou que nunca mais o veria. Até entrar no seu primeiro dia de trabalho — e descobrir que ele é o seu novo chefe. O CEO. Agora, June tem de trabalhar sob as ordens do homem com quem partilhou uma noite imprudente. Hermes Grande é poderoso, frio e completamente proibido. Mas a tensão entre eles não desaparece. Quanto mais se aproximam, mais difícil se torna proteger o coração dela e os segredos de ambos.
Capítulo: 1: CAPÍTULO 1: O Desafio
JunhoTem algo na tequila barata e naquela confiança meio duvidosa que me faz achar que posso fazer o que quiser.“Ok, June, é a sua vez.” Leila acena com o celular na minha cara. “Verdade ou desafio?”Eu me recosto no banco de veludo do bar, com a cabeça zumbindo por causa da última rodada de bebidas. Somos quatro garotas em plena comemoração, com o batom borrado, os saltos perdidos e muito bêbadas. Muito, muito bêbadas.“Escolho o desafio”, digo, porque é claro que vou escolher.Os olhos de Leila brilham. “Está vendo aquele cara no bar? Aquele de terno cinza escuro, no segundo banco a partir do fim?”Dou uma olhada — e quase me arrependo.O segundo banco a partir do fim. Jaqueta desabotoada, sem gravata, gola da camisa aberta o suficiente para deixar ver um pedaço do peito. Ele tem uma mão em volta de um copo com alguma bebida escura, a outra tremendo no joelho como se estivesse tentando ficar parado. Mas a quietude dele é estrondosa. Carregada de tensão. Como um interruptor prestes a ser acionado.“Você tá tentando me matar?”, pergunto, franzindo as sobrancelhas.Leila bufa. “Ele é gostoso. E definitivamente mais velho. Você disse que queria ser ousada hoje à noite.”“Eu também disse que queria sobreviver à noite.”“É só um número, June. Não é um pedido de casamento.” Kayla ri, retocando o batom.Lancei outro olhar.O rosto dele é indecifrável. Queixo marcado, boca fria, olhos que parecem não estar focados em absolutamente nada. Há algo contido nele, algo feroz. Ou talvez algo que mal consegue ser contido.Mesmo assim, não consigo fugir de um desafio. Especialmente numa noite como esta, quando acabei de conseguir um estágio na maior empresa de Las Vegas. Quando me sinto elétrica, embriagada e um pouco intocável.“Tudo bem”, concordo, levantando-me. “Mas se ele me prender com o olhar, é melhor você pagar a fiança.”Aproximo-me devagar, fingindo que minhas pernas não estão bambas e que meu estômago não está dando cambalhotas.Deslizo para o assento ao lado dele como se fosse o meu lugar, com o queixo erguido e os olhos brilhando com o desafio.Ele não olha para mim imediatamente. Apenas gira a bebida na mão, como se estivesse tentando hipnotizá-la.“Oi”, aceno, exibindo meu sorriso sedutor característico.Há um silêncio, depois, um “Não”. Seco, profundo e desdenhoso.Meus lábios se abrem, com meio riso nervoso preso na garganta. “Eu nem perguntei nada ainda.”Ele se vira, lentamente. Seus olhos são penetrantes, cinza, como metal sob o gelo. Ele me olha como se já estivesse exausto com a minha existência, o que, francamente, só me deixa mais interessada.Ele resmunga: “Você ia pedir meu número.” Não é uma pergunta. É uma leitura psíquica.Meu coração dá dois saltos: “E daí se eu fosse?”Ele se inclina para frente, a voz baixa e quente com uísque e determinação. “Peça uma noite, em vez disso.”Meus olhos se arregalam levemente. Não porque eu esteja chocada. Mas porque... não estou.Esse homem é pura contenção, o tipo de pessoa que provavelmente mantém tudo sob controle de ferro até que um fio se rompa e tudo se desfaça. E eu me pergunto, talvez, se esta noite seja esse fio.Não há nenhum sorriso malicioso. Nenhum flerte. Ele está falando sério. Cada sílaba soa como um desafio.Estou ficando animada.Eu deveria rir ou ir embora. Mas há algo na maneira como ele olha para mim, como se estivesse tentando não rir. Como se eu já tivesse feito algo nele se romper.Então eu digo: “Uma noite.”Sua sobrancelha se contrai, como se ele não esperasse que eu concordasse.Eu me inclino para perto dele. “Qual é o seu nome?”Ele toma o resto da bebida de um só gole. “Você não precisa saber. Vamos lá.” Ele se levanta e eu o sigo.Aceno de despedida para as garotas com um sorriso de vitória sutil, percebendo a expressão de surpresa delas diante do meu sucesso.É um hotel.Não muito longe do bar. Limpo. Moderno. A dois quarteirões de distância, mas um mundo totalmente diferente.O funcionário entrega a chave a ele sem dizer uma palavra. Não pergunto o motivo. Já imagino que esse homem não faz nada que não tenha sido planejado com dez passos de antecedência.Não falamos nada no elevador. Seu maxilar treme, e eu juraria que ele está rangendo os dentes. Como se já estivesse se arrependendo disso. Como se estivesse com raiva de mim, de si mesmo ou do mundo.Talvez as três coisas.Dentro do quarto, as luzes permanecem apagadas. Apenas o brilho fraco da cidade entra pelas janelas que vão do chão ao teto.Ele joga o casaco sobre a cadeira e arregaça as mangas até os antebraços. Ainda sem olhar para mim.“Última chance de ir embora”, diz ele, com um tom indetectável.“Você é sempre tão dramático assim?”Ele dá um passo à frente e eu recuo, não por medo, mas por expectativa.“Você não é muito de falar, não é?”, perguntei, tentando quebrar a tensão. Tirei meu casaco, pendurei-o no braço de uma poltrona de couro elegante e me virei para encará-lo. “Ou é esse o seu estilo? Silêncio taciturno e ternos caros?”O canto da boca dele se curvou, revelando algo que não chegava a ser um sorriso. “Você sempre faz piadas quando está nervosa?”“Só quando o cara parece que pode arruinar minha vida.”Seus olhos deslizam para baixo, lentamente. Como um toque. “Posso?”Engulo em seco. “Acho que estou prestes a descobrir.”Seus olhos se fixam em mim como se ele já tivesse decidido o que vai fazer comigo.E talvez pior ainda, como se já tivesse feito.Então, sem aviso. Sem preparação. Num momento ele estava do outro lado da sala, no outro, já estava na minha frente — o calor emanando de seu corpo, uma mão segurando a lateral da minha garganta, o polegar frio dele levantando meu queixo.Não era para me sufocar, como eu esperava, mas mais como uma forma de me reivindicar.“Não se arrependa disso”, ele murmura na minha boca. “Você não tem ideia de quem eu sou.”“É essa a questão”, sussurro, fechando os olhos, enquanto espero por um beijo, mas ele não me beijou.Em vez disso, ele me empurra para trás até eu bater na parede. O impacto é suave, mas minha respiração para mesmo assim. Suas mãos vão para minha cintura, firmes e possessivas, puxando-me para perto até que nossos quadris fiquem colados. Sinto o contorno duro dele — já grosso e tenso sob as calças, pressionado contra meu abdômen.Inspiro profundamente. “Você está...”“Não diga isso”, ele rosna, e, pela primeira vez, sinto que algo se quebrou nele. Não é sua máscara, algo mais profundo. O autocontrole.Ele agarra a barra do meu vestido e o puxa para cima, amontoando-o em volta dos meus quadris. Uma mão desliza entre minhas coxas, envolvendo-me por cima da calcinha — que já está molhada pra caramba. Já desesperada, sem nenhum remorso.“Você está encharcada”, ele murmura, a voz sombria, com um tom entre aprovação e descrença.“Talvez eu goste do suspense”, sussurro, mordendo os lábios.Ele não ri. Mas sorri, com um sorriso afiado e divertido, antes de puxar minha calcinha para baixo e tirá-la de uma só vez, com um puxão brusco.Ele se ajoelhou. Sem provocação nem romantismo.Sua língua me encontrou como se ele estivesse ansiando por isso há dias. Movimentos longos e profundos que me fizeram ofegar e agarrar seu cabelo, minhas coxas tremendo com a força daquilo. Ele envolveu sem esforço um braço em torno do meu quadril para me impedir de cair e usou o outro para pressionar dois dedos dentro de mim, devagar no início, depois com força, curvando-os até que minhas costas batessem na parede.Gozei de um jeito vergonhosamente rápido. Rápido demais. O nome dele nem sequer saiu da minha boca. Não tive nada para gemer além de um “Deus” entrecortado e ofegante.Ele se levantou enquanto eu me recuperava, ainda totalmente vestido, elevando-se acima de mim como se eu fosse algo que ele pretendesse devorar.“Tire o vestido”, ele diz, e eu interpreto isso como uma ordem sensual.Eu o fiz rapidamente.Meu vestido rosa deslizou pelos ombros, caindo aos meus pés. Fiquei só de sutiã, respirando ofegante, nua da cintura para baixo e, de repente, tímida. Aquilo não era típico de mim. Eu não era uma garota tímida. Eu não costumava ser tímida. Talvez fosse porque era minha primeira vez oficial.Não me interpretem mal, não sou virgem, pelo menos biologicamente. Disso, eu já cuidei há muito tempo. Sozinha. Mas essa seria a minha primeira vez com alguém e, meu Deus, estou no sétimo céu.Ele desabotoou o cinto devagar. De propósito. Soltou o p*l* e deu uma acariciadinha nele; estava grosso, duro, corado e escuro de tanto desejo.Minha boca ficou seca. Minha buceta... ainda mais úmida. Molhada e pegajosa.“Ainda quer descobrir se vou arruinar sua vida?”, ele pergunta.“Só se você fizer direito”, digo, já estendendo a mão para ele. Ele não me deixa.Ele me vira, me inclinando sobre a cama.Sem palavras. Ele agarrou meus quadris, posicionou-se e penetrou-me com uma estocada única e brutal.Eu grito, de dor, de choque, de puro prazer. A sensação de preenchimento. A pressão. O jeito como ele não poupou nada.Ele xinga baixinho, quase inaudível. “Você é apertada.”Não consegui evitar. Sorri, ofegante. “Talvez você seja simplesmente enorme.”Isso o fez rir de verdade. Um riso baixo. Surpreso. Quase infantil, então ele rosnou — rosnou de verdade — e penetrou até o fundo dentro de mim.“Repita isso”, ele sussurrou roucamente contra meu pescoço.“Você é enorme.”“Diga meu nome.” Veio outra estocada forte.“Eu... não sei... qual é.” Eu gemo alto, sem querer.Ele parou, respirando ofegante, com a testa encostada na parte de trás do meu ombro. “Exatamente.”Ele me penetrou de novo. Não foi suave. Não foi devagar. Foi obsceno e perfeito e tudo o que eu nem sabia que precisava. A maneira como ele me f*l*u, com força, profundamente, de forma possessiva, como se eu fosse a única coisa no mundo que o mantivesse vivo. Suas mãos apertaram meus quadris com tanta força que deixaram marcas, seu corpo batendo contra o meu com uma força primitiva e desesperada.E mesmo assim — ele nunca me beijou.Ele nem sequer tentou.Mesmo quando virei a cabeça para olhar para ele, para talvez vê-lo, ele puxou meu rosto de volta para baixo e o pressionou contra o colchão.“Não”, ele murmurou. “Apenas sinta.”Então foi o que fiz.Gozei de novo com um suspiro agudo, meus dedos apertando os lençóis, meu corpo inteiro ficando tenso e depois mole. Ele veio segundos depois, pulsando dentro de mim com um gemido profundo e grave que parecia ter sido arrancado de sua alma.Ele desabou ao meu lado, com um braço jogado sobre os olhos.Fiquei ali deitada em silêncio. Meu peito arfava. Meu coração batia acelerado. Minha mente ficou em branco.E mesmo assim... nenhum beijo.Quando acordei, ele já tinha ido embora.Os lençóis estavam frios. A porta do banheiro estava aberta. Seu cheiro ainda pairava no travesseiro ao lado do meu: limpo, masculino, sofisticado.Minha calcinha estava dobrada na mesinha de cabeceira.Ao lado delas havia um bilhete, escrito com uma caligrafia nítida e elegante.Obrigado por esta noite. Não me procure.— H.Sem número, sem nome, apenas uma inicial.Segurei o bilhete entre os dedos por um bom tempo, sentindo meu coração fazer algo estranho e agitado no peito.Eu não sabia quem ele era, o que fazia ou por que se recusou a me beijar.Mas eu tinha certeza de uma coisa. Ia ser muito difícil tentar esquecê-lo.
Capítulo: 2: CAPÍTULO 2: Promovido a secretário
JunhoDois dias e doze horas.É quanto tempo se passou desde que fiz aquilo que disse que nunca faria. Mais uma vez, ou seja: dormir com um estranho.É difícil tirar a pessoa da cabeça depois que a coisa acaba.Tento não pensar nisso, apenas empurro esse pensamento para lá onde morrem todas as minhas decisões ruins. De graça.Porque, agora, estou aqui... Diante da empresa dos meus sonhos — o prédio é tão alto que parece estar se inclinando sobre mim.Apex Corporation — A.C. em letras cromadas de trinta pés, brilha acima da entrada como se fosse dona do céu. O que, tecnicamente, talvez seja. A fachada de vidro reflete tudo: o trânsito, os turistas, os pedestres, a enorme tela de LED que exibe anúncios corporativos em loop, como uma forma de adoração digital. Mas tudo o que consigo ver é meu próprio rosto, pequeno e de olhos arregalados.Paro na calçada e respiro fundo. Uma vez. Duas v











