
Esposa e Mãe por Contrato
- Género: Billionaire/CEO
- Autor: Moonquill
- Capítulos: 10
- Estado: En curso
- Clasificación por edades: 18+
- 👁 6
- ⭐ 5.0
- 💬 0
Anotación
Sarah achou que sua vida finalmente estava se ajeitando: ela tinha acabado de conseguir uma promoção no trabalho que amava, então talvez conseguisse juntar dinheiro e começar a pagar o aluguel e os impostos em dia. Naquela mesma noite, ela descobre que seu irmão mais novo se meteu em uma dívida enorme com pessoas perigosas. Para salvá-lo, ela precisa urgentemente de quarenta mil dólares. Quando o CEO da empresa descobre a situação, ele faz uma proposta: pagará a dívida do irmão e, em troca, Sarah concordará com um casamento de conveniência com ele. Ao assinar o contrato, ela ainda não sabia que sua assinatura significaria cuidar do filho de seu chefe e sobreviver aos jogos perigosos da ex dele...
Capítulo 1
Ser repreendida por clientes ricos já se tornara algo comum a essa altura.
O tecido desliza por entre meus dedos, um bordô intenso que reflete a luz fluorescente como vinho derramado. Aliso-o contra o ombro do manequim, prendendo a costura com a precisão de quem já fez isso mil vezes.
Essa é a única parte do meu trabalho que ainda adoro.
“Isso está errado.” A voz corta o estúdio como uma lâmina.
Eu me viro. A Sra. Caldwell está parada na porta, com os óculos escuros encostados no cabelo perfeitamente penteado, os lábios apertados em uma linha fina de repulsa.
“Eu pedi bordô. Isso aqui é marrom-avermelhado.” Ela aponta um dedo bem cuidado para o vestido. “Você é daltônica ou simplesmente incompetente?”
Meu estômago se revira. “Eu combinei exatamente com a amostra que a senhora aprovou, Sra. Caldwell. Tenho a amostra bem aqui...”
“Não me importa qual amostra você tem.” Ela se aproxima, e sinto o cheiro forte de seu perfume, caro e sufocante. “O que me importa é que o vestido de noivado da minha filha parece algo que se usaria em um funeral. Conserte isso. Hoje.”
“Levaria pelo menos três dias para refazer o lote de tintura corretamente...”
“Eu pareço que me importo com seus lotes de tingimento?” A voz dela se eleva, tão aguda que duas assistentes olham para cá de seus postos de trabalho. “Estou pagando pela perfeição, não por desculpas.”
Engulo o nó que se forma na garganta e aceno com a cabeça, porque é isso que faço.
Aceno com a cabeça, peço desculpas e absorvo o golpe para que ele não ricochete em mais ninguém. “Vou falar com o designer-chefe imediatamente.”
Ela bufa, dá meia-volta e sai marchando sem dizer mais nada.
Minhas mãos ainda estão tremendo quando meu celular vibra no bolso. O nome de Andy aparece na tela, e eu me escondo atrás das prateleiras de tecido para atender.
“Por favor, me diga que você está tendo um dia melhor do que o meu”, sussurro.
“Tão ruim assim?”, a voz de Andy é calorosa, familiar, o tipo de conforto que faz minha garganta apertar ainda mais.
“A Sra. Caldwell acabou de me acusar de ser daltônica. Na frente de todo mundo.” Pressiono a palma da mão contra a testa. “Fiz tudo certo, Andy. Segui a amostra à risca.”
“Claro que sim. Você sempre faz tudo certo, Sarah. Esse é o problema — você deixa as pessoas te pisarem porque é gentil demais para revidar.”
“Não posso me dar ao luxo de revidar. Preciso desse emprego.” Olho para a frente do estúdio, abaixando ainda mais a voz. “Harry e eu mal conseguimos pagar o aluguel assim.”
“Eu sei, eu sei.” Ela suspira. “Só odeio ver você sendo tratada como um capacho.”
Antes que eu consiga responder, minha gerente, Denise, aparece no fim da fileira, os saltos batendo no chão polido com uma urgência que acelera meu coração.
“Sarah. Preciso de você no meu escritório. Agora.”
“Tenho que ir”, murmuro ao telefone e desligo antes que Andy consiga responder.
A expressão de Denise é indecifrável, com os olhos bem fechados. “O Sr. Webb quer te ver. Pessoalmente. No escritório dele.”
As palavras caem como uma pedra no meu peito. “O Sr. Webb? O CEO?”
“Sim. Agora, Sarah.”
Minha mente passa por todas as possibilidades durante a subida de elevador, cada uma pior que a anterior.
A Sra. Caldwell deve ter ligado antes, exigindo minha demissão.
Aliso minha blusa com as palmas das mãos suadas, tentando estabilizar a respiração enquanto as portas se abrem no andar executivo.
A porta do escritório dele é imponente, de madeira escura com detalhes em aço escovado. Bato duas vezes antes de abri-la com cuidado.
Allen Webb está sentado atrás da mesa, com as mangas arregaçadas até os antebraços, o olhar fixo em uma pilha de papéis. Por alguma razão, sempre fico sem palavras diante da imagem de seu cabelo escuro e queixo ilegalmente bem definido, como se ele fosse uma obra de arte por si só. Ele não levanta os olhos imediatamente, e eu fico paralisada na porta, com o coração batendo forte contra as costelas.
“Sente-se”, ele diz finalmente, apontando para a cadeira sem levantar os olhos.
Sento-me na cadeira, com a coluna rígida e as mãos firmemente entrelaçadas no colo.
“Você está nesta empresa há dois anos”, diz ele, largando a caneta e olhando nos meus olhos. Seu olhar é frio, avaliador, do tipo que me faz sentir dissecada. “Nesse período, você recebeu mais reclamações de clientes do que qualquer outro assistente de design. E, ainda assim, você tem a maior taxa de retenção de clientes do seu departamento.”
“Eu...” gaguejo. “Sinto muito pela Sra. Caldwell, senhor. Segui a amostra de cor exatamente como ela aprovou. Tenho a amostra...”
“Não estou questionando seu trabalho.” Seu tom permanece neutro, controlado. “Eu vi seu arquivo. Você é uma das designers mais dedicadas desta empresa. Só que parece atrair o caos.”
Sinto um calor subir às minhas bochechas. “É azar, eu acho.”
Algo brilha por trás de seus olhos — não chega a ser um sorriso, mas quase. Ele desliza uma pasta pela mesa.
“Eu dei uma olhada nos seus esboços recentes. A linha de noite que você apresentou no mês passado.”
Minha respiração para.
Allen Webb, a estrela mais reconhecida do mundo da moda em todo o país, que por acaso também é meu chefe, viu meus desenhos pessoalmente.
“Você viu esses?”
“Sim.” Ele se recosta na cadeira, me observando com uma intensidade que me dá arrepios. “Estão bons, Sarah. Melhores do que bons. Quero que você seja promovida ao cargo de designer sênior, com efeito imediato.”
No começo, as palavras nem me caem na cabeça. “Sênior... quer dizer, deixar de ser assistente de vez?”
“Sua própria linha. Seu próprio orçamento. O triplo do seu salário atual.” Ele observa minha reação como se estivesse registrando cada detalhe. “A menos que você prefira continuar prendendo bainhas para mulheres como a Sra. Caldwell.”
Uma risada brota antes que eu consiga contê-la, incrédula, eufórica. “Não. Não, eu... obrigada. Muito obrigada, Sr. Webb.”
“Allen”, ele diz baixinho. “Em particular, pode me chamar de Allen.”
Algo quente e desconhecido se agita no meu peito e, por um instante, nenhum de nós desvia o olhar.
A caminhada de volta para casa parece leve como uma pluma. Eu praticamente flutuo subindo as escadas, já imaginando a cara do Harry quando eu contar a ele. Entro correndo pela porta, sem fôlego.
“Harry! Você não vai acreditar no que aconteceu hoje...”
Meu irmão mais novo está sentado à mesa da cozinha, e as palavras morrem na minha garganta. Seu rosto está pálido, abatido, as mãos tremendo em torno do celular.
“Harry? O que deu errado?”
Ele levanta os olhos, com o olhar vidrado e os olhos vermelhos. “Sarah. Senta-te. Por favor.”
“Você está me assustando.” Sento-me lentamente à sua frente, minha empolgação se transformando em pavor. “É só me contar.”
“Eu pedi dinheiro emprestado.” A voz dele falha. “Há alguns meses. De... de pessoas a quem eu não deveria ter recorrido. Achei que conseguiria pagar antes que alguém percebesse, mas os juros, eles simplesmente...”
Ele passa as duas mãos pelo cabelo, agarrando punhados dele.
“Não é um empréstimo normal, Sarah. Essas pessoas não são normais.”
Meu sangue gelou. “Que pessoas? Quanto?”
“Quarenta mil.” Ele mal consegue dizer o número antes que a voz se quebre completamente. “Eles me ligaram duas vezes hoje. Disseram que, se eu não tiver o dinheiro até o fim do mês, não vão mais esperar. Disseram que sabem onde moramos.”
“Harry...” Levo as mãos à boca.
“Estou com medo, Sarah.” Ele está chorando agora, com os ombros tremendo. “Não sabia a quem mais contar.”
Capítulo 2
“Conte-me tudo.” Minha voz treme, mas me esforço para manter a calma por ele, como sempre fiz. “Cada detalhe, Harry. Preciso saber exatamente com o que estamos lidando.”
Ele enxuga o rosto com as costas da mão, com a respiração entrecortada. “Os nomes deles não importam. Eles operam em algum galpão na zona leste, são agiotas, do tipo que não existe no papel. Recorri a eles porque o banco me recusou três vezes e eu precisava de dinheiro rápido para...”
Ele se interrompe, com um lampejo de vergonha no rosto.
“Não importa o motivo.”
“Para mim importa.” Estendo a mão por cima da mesa, segurando seu pulso. “Harry.”
“Apostas. Começou devagar. Achei que poderia ganhar o suficiente para cobrir as dívidas e simplesmente... parar.” Ele ri, um riso vazio e amargo. “A coisa mais idiota que já fiz.”
“E a polícia? Você já pensou em...”
“Eles não se importam com a polícia, Sarah!” Seus olhos se arregalam, cheios de medo. “Um deles me disse na cara — vai











